Velhos hábitos do nosso futebol



(Nelson Perez/Fluminense)

(Nelson Perez/Fluminense)

Eduardo Baptista trocou um trabalho de um ano e nove meses no Sport, o mais longevo do país em uma equipe na Série A naquele momento, para assumir o Fluminense em setembro do ano passado. Está em uma seleta lista de treinadores que acabou mudando de clube sem ser demitido no Campeonato Brasileiro que aniquilou técnicos como aconteceu na última temporada. Foram 32 trocas no ano com mais mudanças na era dos pontos corridos.

A passagem pelo time pernambucano rendeu dois títulos e uma campanha justa no Brasileirão. Conseguiu liderar o campeonato e ao sair deixou o Leão da Ilha perto da zona de classificação para a Libertadores. A vitrine no Tricolor carioca era maior e a pressão também, ainda mais com uma diretoria que não preserva a sequência de trabalho. O presidente Peter Siemsen elogiou Eduardo na coletiva de ontem e lamentou que o projeto (olha ele aí!) não tenha dado certo. Mas é possível fazer um balanço em tão pouco tempo? Ele chegou ao Flu, pegou a equipe com a pior campanha do returno, precisou lidar com a situação de ter Ronaldinho Gaúcho sem a mínima condição de jogo e até chegou perto de um título. Foi semifinalista da Copa do Brasil e acabou eliminado nos pênaltis para o Palmeiras, futuro campeão.

Durante a pré-temporada nos Estados Unidos, novamente a sombra de Ronaldinho Gaúcho ao longo do período de preparação. Soma-se a isso a ausência de Fred e o pouco tempo com os principais reforços: Diego Souza e Henrique. O Campeonato Carioca, assim como outros estaduais, pode não ter importância quando se acumula vitórias. Mas basta perder do Volta Redonda e empatar com o Madureira com um homem a mais para o estadual passar a valer. É claro que Baptista tem a sua parcela de culpa nos tropeços, só que temos pouco mais de um mês de temporada. A primeira sequência ingrata na temporada começou com triunfo sobre o Cruzeiro, fora de casa, e derrotas nos clássicos. Bastou para ele ser descartado.

O Fluminense não é o primeiro clube da Série A a mudar de comando em tão pouco tempo. Em São Paulo, Vinícius Eutrópio durou somente as quatro primeiras rodadas no comando da Ponte Preta. Não ganhou nenhum e já está à frente do Figueirense no lugar de Hudson Coutinho.

O Campeonato Brasileiro do ano passado bateu recorde de trocas no banco de reservas – somente o campeão Tite ficou no mesmo clube do início ao fim – e a chance de novas marcas negativas serem escritas nesta temporada são grandes. O primeiro mês de futebol brasileiro mostrou isso.



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