Rojas sobre 1989 no Maracanã: ‘Não me produz nem frio nem calor’



O Chile volta a jogar no Maracanã nesta quarta-feira depois de 25 anos. A última vez ficou marcada pelo problema envolvendo Roberto Rojas, em jogo pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Com 56 anos, o ex-preparador de goleiros vive em São Paulo e trata de uma cirrose hepática desde o ano passado, enquanto aguarda por um transplante de fígado. Rojas tem acompanhado a Copa do Mundo, mas não faz questão de lembrar o que ocorreu em 1989 no Maracanã.

(Agência O Globo)

(Agência O Globo)

Como está a sua saúde?
Vou ao hospital uma vez por mês, às vezes duas, três. Precisei ir ontem para retirar liquído do pulmão, da barriga.

Aguarda pelo transplante?
Coloquei um estent no coração. Espero pelo transplante e depende da fila e do corpo médico.

Tem acompanhado os jogos da Copa do Mundo?
Estou assistindo todos os jogos. Estou achando um bom nível. Vai ter um ou outro jogo ruim, mas os times a partir da segunda rodada começam a especular porque em determinada situação um ponto acaba sendo bom negócio.

Sabia que a última vez do Chile no Maracanã foi em 1989?
Hoje a situação é totalmente diferente. Não dá para falar de 25 anos atrás e comparar um jogo de Eliminatórias com Copa do Mundo. Daquela vez  tinha 150 mil pessoas contra e hoje vai ter 70 mil a favor porque todo mundo quer ver a Espanha fora.

Ainda guarda alguma lembrança daquela noite?
Não me produz nem frio nem calor. Não comemoro aniversário de coisas assim. Como falei, são 25 anos.

O que tem achado do Chile no Mundial?
Está procurando uma classificação. Vai ser fundamental jogar contra a Espanha, que não está morta. O Chile tem um time bem arrumado do meio para frente, porque atrás… Durante as Eliminatórias mostrou a dificuldade que tem com o setor defensivo.

Você vê o Chile também como uma das seleções que pode chegar longe em comparação a outras Copas?
Em outras Copas também chegou bem cotada. Na França foi assim. Nas últimas participações tem feito bom papel.

Do que viu na primeira rodada, aponta alguma seleção favorita?
Temos que ver o segundo jogo da Alemanha, se vai manter o mesmo nível contra Portugal. No papel está todo mundo igual, mas no campo precisa fazer a diferença.

 



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