Quem segura o Panzer?



(Ilustração: Henrique Assale)

(Ilustração: Henrique Assale)

Müller, Schürle, Hummels, Klose, Kross, Götze, Khedira e Özil. Esses são os responsáveis por fazer da Alemanha o ataque mais positivo da Copa do Mundo. A artilharia pesada que se assemelha ao Panzer, tanque alemão de guerra, marcou todas as vezes em que entrou em campo e neste domingo, contra a Argentina no Maracanã, aposta nessa força para conquistar o tetracampeonato depois de 24 anos.

Com 17 gols, os alemães serão pela terceira vez seguida a seleção que mais marcou em um Mundial. Na edição de 2006, quando sediaram o torneio, ficaram com o terceiro lugar e 14 tentos marcados. Quatro anos mais tarde, na África do Sul, novamente obtiveram o terceiro posto e 16 gols marcados. Em campo, o desempenho de 2014 já superou as edições anteriores, assim como o poderio ofensivo.

Joachim Löw credita a qualidade dos seus homens de frente para o fato da seleção ter tanto sucesso.

– Do meio para frente temos muitos bons jogadores. Todos são muito ofensivos. Eles sabem jogar pelas pontas, pelo meio, ninguém fica estático. É muito difícil nos marcar. Já está provado que a Alemanha sempre pode fazer muitos gols – afirmou o treinador, que também era o comandante na África.

Responsável pela maior goleada da Copa na vitória sobre o Brasil por 7 a 1 na semifinal, a Alemanha terá na decisão outro sul-americano pela frente, mas com perfil defensivo oposto. A Argentina sofreu apenas três gols na competição – Costa Rica é a melhor defesa com dois gols e cinco jogos – e o goleiro Romero ainda não foi vazado no mata-mata. Só levou gols contra Bósnia, na estreia, e Nigéria, duas vezes.

A força ofensiva alemã pode ser coroada com o título que bateu na trave nas últimas três Copas e formar a dobradinha de melhor ataque e campeão, como aconteceu em 1990, no ano do último título.

Melhores ataques da Copa do Mundo:

2014: Alemanha – 17 gols / 6 jogos / 2,83 média (até a semifinal)
2010: Alemanha – 16 gols / 7 jogos / 2,29 média
2006: Alemanha – 14 gols / 7 jogos / 2 média
2002: Brasil – 18 gols / 7 jogos / 2,57 média
1998: França – 15 gols / 7 jogos / 2,14 média
1994: Suécia – 15 gols / 7 jogos / 2,14 média
1990: Alemanha – 15 gols / 7 jogos / 2,14 média
1986: Argentina – 14 gols / 7 jogos / 2 média
1982: França – 16 gols / 7 jogos / 2,29 média
1978: Argentina e Holanda – 15 gols / 7 jogos / 2,14 média
1974: Polônia – 16 gols / 7 jogos / 2,29 média
1970: Brasil – 19 gols / 6 jogos / 3,17 média
1966: Portugal – 17 gols / 6 jogos / 2,83 média
1962: Brasil – 14 gols / 6 jogos / 2,33 média
1958: França – 23 gols / 6 jogos / 3,83 média
1954: Hungria – 27 gols / 5 jogos / 5,4 média
1950: Brasil – 22 gols / 6 jogos / 3,67 média
1938: Hungria – 15 gols / 4 jogos / 3,75 média
1934: Itália – 12 gols / 5 jogos / 2,40 média
1930: Argentina – 18 gols / 5 jogos / 3,6 média



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