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(Ivan Storti)

(Ivan Storti)

Até o início da rodada deste final da semana, a última do primeiro turno, 18 treinadores foram trocados no Campeonato Brasileiro. A média é de um por rodada, mas nem todas as mudanças são propriamente por questões técnicas ou motivacionais.

Na segunda-feira Ricardo Gareca foi demitido do Palmeiras. Esperava-se, depois da derrota para o Internacional, um discurso pessimista do comandante argentino. Mas Gareca se mostrou forte e confiante de que tiraria o clube da péssima posição na tabela e afirmou ser o melhor para o Verdão no momento. Foi a entrevista de maior firmeza dele desde a chegada ao país só que dois dias depois ele acabou descartado.

A demissão aconteceu horas antes da reunião em que foi aprovado o plano de refinanciamento das dívidas do clube. Em 14 meses o presidente Paulo Nobre emprestou do próprio bolso mais de R$ 91 milhões. Vai começar a receber o valor a partir de maio do ano que vem, quando ainda poderá estar como mandatário máximo.

Até o momento, Nobre não se lançou oficialmente como candidato para o pleito de novembro, a primeira com a presença dos sócios. Com muitos mais erros do que acertos na gestão, decidiu demitir Gareca no mesmo dia do importante encontro para o clube e para ele.

Um dia após a saída do argentino foi a vez do Santos anunciar a demissão de Oswaldo de Oliveira. Assim como no rival paulista, o Peixe passará por eleições presidenciais no fim do ano e mesmo que Odílio Rodrigues não seja um dos candidatos, apoiará alguém da situação. O sócio tem direito a voto e muitos conselheiros já não aprovavam o nome de Oswaldo. A queda na final do Paulistão para o Ituano foi o início da insatisfação e a derrota para o Botafogo, três dias depois da ótima vitória sobre o Grêmio fora de casa pela Copa do Brasil, tornou-se o fim da linha.

A alta rotatividade de treinadores no futebol brasileiro não tem só como motivo chacoalhar elenco ou buscar uma alternativa técnica. Tem também mostrar para o eleitor que o presidente está preocupado com o futuro do clube e o dele.

(Miguel Schincariol)

(Miguel Schincariol)



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