Muro da paciência separa Eduardo Baptista e Rogério Ceni



 

Eduardo Baptista e Rogério Ceni falaram com a imprensa nesta quinta-feira com poucas horas de diferença na Academia de Futebol e CT da Barra Funda.

 

O primeiro, se apresentou, falou das expectativas e também da responsabilidade de comandar o reforçado campeão brasileiro. Depois da passagem pelo Sport, quando chegou a ser o trabalho mais longevo do futebol brasileiro em 2015, Eduardo levou o Fluminense até a semifinal da Copa do Brasil – caiu para o Palmeiras – e acabou trocado logo no início do último ano. Na Ponte Preta, não perdeu para o campeão durante a campanha do Brasileirão. Além da Macaca, só Santos, Atlético-MG e Cruzeiro não foram derrotados pelo Palmeiras na campanha do título.

 

Eduardo Baptista disse ter sido “escolhido” para ser o comandante. Muito menos badalado do que os jogadores que irá comandar no vestiário, ele chega com desconfiança, mas por outro lado tem a principal oportunidade da curta carreira como treinador. A desconfiança do palmeirense passa também pelo ranço deixado por Nelsinho Baptista, pai de Eduardo e ex-treinador do clube na década de 1990, época da fila. A passagem ficou marcada por situação extracampo quando foram afastados Evair, Jorginho, Ivan e Andrei. O “azar” de Nelsinho por pegar um clube com problemas se transformou em “sorte” para Eduardo, responsável por assumir um time forte e campeão. Resta saber se terá a paciência da torcida.

 

Paciência esta que sobrará do outro lado do muro para Rogério Ceni. O primeiro trabalho como treinador será com um elenco sem grandes nomes e apostas em garotos de Cotia que triunfaram nos principais torneios de base da última temporada. Sem recursos para investimento pesado, o ídolo terá o respaldo da torcida para executar o trabalho.

 

O ano de 2017 começa para o comandante do lado verde do muro com um elenco recheado, grande responsabilidade e sem espaço para erros. Do lado tricolor, grupo enxuto, tempo para trabalhar e maior paciência da torcida.

 



  • Renato Duarte

    O Eduardo é mais técnico que o Ceni. Mesmo porque o Ceni ainda nem é técnico. Vamos ver se vai conseguir ser. E também vamos ver se o Eduardo está realmente preparado para um gigante ou se ainda tem que voltar à dieta de arroz com feijão por mais alguns anos em times médios. Que a paciência será maior com Ceni é inegável, até pela característica das torcidas. Sem falar no ídolo que o Ceni é. Porém, resultados são resultados. Vamos aguardar.

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