O país que tritura técnicos



O futebol brasileiro é uma máquina de triturar técnicos. O campeonato nacional está na décima sexta rodada e até o momento 12 mudanças aconteceram. No mesmo período, há dois anos, foi feito o mesmo número de alterações e o ano acabou com 32 substituições, recorde nos pontos corridos.

O que parecia ser impossível de ser superado pode acontecer até dezembro. Desde o começo da temporada já foram feitas 18 trocas e o mês com mais vítimas é justamente o atual. Em pouco mais de 20 dias foram demitidos: Rogério Ceni, Vagner Mancini, Eduardo Baptista, Pachequinho, Roger Machado e Alexandre Gallo.

Ceni, Mancini e Roger eram os técnicos com “mais tempo” em São Paulo, Chapecoense e Atlético-MG, respectivamente. Anunciados no fim do ano passado, o trio começou a trabalhar em janeiro. Dos demais, Baptista passou por Palmeiras e Atlético-PR em 2017 e não fez nem 40 partidas somando os dois clubes. Pachequinho substituiu Paulo Cesar Carpegiani, o primeiro a cair no ano, em fevereiro, enquanto Gallo foi a última vítima da guilhotina pouco mais de um mês à frente do Vitória.

Zé Ricardo é o treinador da Série A mais longevo no momento. Ele assumiu o Flamengo no lugar de Muricy Ramalho em maio de 2016 e segue no cargo convivendo com gritos de “burro” de parte da torcida rubro-negra como se viu após o empate da última quarta-feira contra o Palmeiras, na Ilha do Urubu. Zé é o único com mais de um ano de trabalho pelo mesmo clube na elite. Mano Menezes fez a reestreia pelo Cruzeiro em 31 de julho de 2016 após retornar da China e completará um ano em breve, mas é impossível cravar que chegará. No meio da semana tem Copa do Brasil e uma eliminação em casa para o Palmeiras pode mudar o rumo. A Raposa pode empatar por até dois gols que avança à semifinal da competição, já que no Allianz Parque houve empate por 3 a 3 depois dos mineiros abrirem três gols de frente no primeiro tempo.

Dos 20 clubes que disputam a Primeira Divisão, oito apostaram em novos técnicos no início deste ano: Atlético-MG, Palmeiras, São Paulo, Chapecoense, Vasco, Ponte Preta, Corinthians e Fluminense. Somente os dois últimos mantêm os mesmos treinadores. São sete times com os mesmos comandantes desde o início do Brasileirão e seis deles figuram entre os primeiros colocados. A exceção é Claudinei Oliveira, no Avaí, que ocupa a zona de rebaixamento.

A constante troca não é privilégio só de quem está na elite. Rogério Zimmermann foi demitido do Brasil de Pelotas após mais de cinco anos no clube gaúcho. No período, ele saiu da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho e levou o clube da Série D à Série B, porém sucumbiu aos resultados ruins na Segundona nacional. O Brasil começou a rodada deste final de semana na décima sexta colocação, uma acima da zona de rebaixamento. O ex-goleiro Clemer foi contratado para o lugar de Zimmermann, até então o segundo treinador com mais tempo de trabalho em um clube das quatro divisões do futebol nacional. O primeiro posto pertence a Claudio Tencati, empregado no Londrina desde abril de 2011.



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