O novo rumo da Conmebol



“Quero dizer que, quando assumimos a presidência da Conmebol enfatizamos eixos fundamentais como contas claras, a justiça, organizar e modernizar e criar valor. Implementamos cinco auditorias simultâneas, alguns deles ainda, outros têm que fazer para recuperar o atraso em nossas ações. Ao fazer contas quer dizer que, pela primeira vez na história, temos preparado um orçamento com o conselho, com o congresso e colocados à disposição do público em geral. Nós tínhamos encontrado um Conmebol em que o objetivo era o dinheiro e futebol foi o meio para alcançá-lo”.
O trecho acima fez parte do discurso de Alejandro Domínguez no sorteio dos grupos da Libertadores para o ano que vem. Presidente da entidade desde janeiro, ele era ligado a  Juan Ángel Napout, mandatário anterior da entidade e que teve o nome ligado ao escândalo do futebol deflagrado pelo FBI em maio de 2015.
Ao contrário do antecessor, Domínguez tenta dar cara nova e credibilidade ao futebol sul-americano depois de pegar terra arrasada. O evento de quarta-feira em Luque, no Paraguai, mostrou um pouco isso. A tentativa de montar uma competição como a Liga dos Campeões é praticamente impossível por conta da disparidade financeira entre os continentes, porém algumas coisas dá para se fazer. A fase preliminar com mais equipes sem afetar o número de clubes nos grupos é um exemplo. Outro desejo de Alejandro é final em jogo único e isso exige uma avaliação mais precisa para saber se pode entrar no regulamento futuramente.
A questão da mudança passa até pelo logotipo da competição. O sorteio serviu para mostrar ao público que a Conmebol está em um momento de reformulação total e tenta, nas palavras do presidente, ser clara e transparente, algo impensável em um passado recente. Ao assumir o cargo, Domínguez não escondeu o laço de amizade com Napout e disse ser inocente. Até o momento tem feito mudanças positivas e a expectativa é para que a mudança seja vista também na prática já a partir da edição da Libertadores do ano que vem.
Alejandro Domínguez durante sorteio da Libertadores (Foto: Norberto Duarte/AFP)

Alejandro Domínguez durante sorteio da Libertadores (Foto: Norberto Duarte/AFP)

Quero ser você
O presidente da Conmebol citou durante o seu discurso a força da Uefa e quanto a entidade parou no tempo em comparação aos europeus. A diferença sempre existiu e ficou ainda maior nos últimos anos. O Mundial de Clubes é o espelho disso, afinal sul-americanos tropeçam em clubes de centros menores e os da Europa ganham títulos.
Já por aqui…
É importante ver dirigentes tentarem retomar a credibilidade de entidades depois do furacão pelo qual o futebol passou no ano passado com as seguidas denúncias de corrupção em todo o mundo. Mesmo com tudo isso, o presidente da CBF rema no sentido contrário ao se esconder e guardar o passaporte no fundo da gaveta.



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