O dia em que o futebol sentirá saudades



(Fellipe Gabriel/L!Press)

(Fellipe Gabriel/L!Press)

Existe aquele tipo de jogador de futebol que para e ninguém percebe. Existe aquele que para e o torcedor pelo o time que ele joga lamenta. Existe aquele que para e todos aqueles que gostam de futebol vão sentir a falta dentro e fora de campo. Neste domingo é o caso da última situação quando o árbitro apitar o fim da partida entre Coritiba e Bahia, no Couto Pereira.

Recontar títulos e gols de Alex são desnecessários. Marcantes são algumas de suas atuações e essas ficarão guardadas. Ou alguém esquece o que o camisa 10 jogou na semifinal da Copa Libertadores de 1999 contra o River Plate? Os argentinos tinham a vantagem e naquela noite o meia os colocou no bolso. Foram dois golaços no antigo Palestra.

Meses depois, liderou a Seleção olímpica em Londrina. Jogou muita bola contra Argentina e classificou o Brasil para os Jogos de Sydney. O ouro não veio e nem a chance de disputar uma Copa do Mundo, dois anos mais tarde do outro lado do mundo.

A resposta veio no campo. Em 2003 foi o melhor do país, disparado. Ganhou a tríplice coroa pelo Cruzeiro com direito a gol de letra no Maracanã contra o Flamengo, no Maracanã. No Brasileiro? Fez a primeira da primeira edição dos pontos corridos o seu torneio quase que exclusivo.

Na Turquia, fez os apaixonados por futebol se apaixonarem por ele. O amor foi tanto que fanáticos pelo Fenerbhaçe acamparam na porta de sua casa após o anúncio do adeus.

Nas duas últimas temporadas no futebol brasileiro não se limitou ao gramado. Não teve medo de expor os problemas que limitam o esporte por aqui e em entrevista a este L! fez duras críticas aos “gestores” da bola sem medo de represálias tanto para ele quanto para o Coritiba.

Passou apuros no ano passado contra o rebaixamento e só salvou o clube na última rodada. Em 2014, sofreu um pouco menos e neste domingo terá festa merecida em sua segunda casa.

Quem gosta de futebol agradece por ter tido a chance de ver Alex!



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