Iguais e diferentes



A temporada de Palmeiras e Santos tem sido parecidas. As equipes começaram o ano com várias incertezas e enquanto o Verdão contratava aos quatro ventos na tentativa de montar um time, o Santos acumulava problemas financeiros herdados da gestão passada. A pré-temporada do Peixe foi mais na Justiça do que propriamente em campo, afinal atletas conseguiram deixar o clube após litígio.

Os rivais se encontraram na final do Campeonato Paulista e agora repetirão a dose na Copa do Brasil. Ambos também estão na luta por uma vaga no G4 do Brasileiro e se encontram hoje na Vila Belmiro para o quinto clássico entre eles no ano. Serão sete após 2 de dezembro. A boa temporada é um motivo para gerar receitas vindas das arquibancadas, mas nesse ponto somente o Palmeiras conseguiu. E muito mais do que o Santos.

O Alviverde, impulsionado pelo Allianz Parque, já arrecadou R$ 64 milhões brutos em jogos oficiais como mandante. Por outro lado, o Alvinegro soma apenas R$ 12,3 milhões. A diferença de arrecadação de um para o outro é de mais de cinco vezes e os dois disputaram as mesmas competições ao longo do ano: Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. A diferença é mais abissal se forem contabilizadas as verbas obtidas com patrocínio.

Para se ter uma ideia da discrepância, o Peixe arrecadou R$ 4 milhões até agora no Brasileirão nas partidas como mandante. O rival conseguiu mais do que isso somente nos dois primeiros confrontos em casa, contra Atlético-MG e Goiás. São mais de R$ 32 milhões arrecadados pelo Palmeiras em 14 compromissos no Allianz e dois no Pacaembu ao longo do torneio nacional. O Santos mandou todos na Vila Belmiro e dos três próximos que ainda tem pela frente, o duelo contra o Flamengo pode acontecer em São Luís, no Maranhão. Vender mando tem se tornado hábito comum no futebol daqui.

O dinheiro vindo do torcedor é a fonte mais importante dos clubes brasileiros atualmente se ele souber fidelizar o “cliente”. Os programas de sócio-torcedor são acessíveis e existe a opção de escolha entre o mais simples e barato até aquele em que ingressos saem pela metade do preço ou sem nenhum custo a mais. O ponto a ser trabalhado é o valor da entrada em relação ao apelo da partida. Esse é um ponto que já tem sido trabalhado por algumas diretorias, porém é preciso intensificar ainda mais.

A discussão sobre a diferença de valores de um clube para o outro era restrita ao dinheiro vindo da TV. Agora o cenário mudou e quem souber ampliar as receitas já sairá na frente.



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