Efeito Diego Tardelli



(Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG)

(Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG)

A participação de Diego Tardelli na classificação do Atlético-MG sobre o Corinthians fez o atacante ganhar ainda mais pontos com a torcida atleticana depois da heroica vaga para a semifinal da Copa do Brasil. Outrora visto como “jogador problema” quando não conseguia se firmar nos clubes por onde passou, hoje ele é exemplo de profissionalismo.

A situação adversa de um jogo decisivo motivou Tardelli a entrar em campo para ajudar seus companheiros. Se fosse uma mera rodada dos pontos corridos dificilmente ele teria enfrentado a maratona de avião e escalas para desembarcar no Mineirão na última quarta-feira. A presença é de se entender, mas convenhamos que está longe de ser o ideal do ponto de vista físico.

A escalação dele refletiu diretamente na postura de outros companheiros de Seleção Brasileira. Elias e Gil sofreram o mesmo desgaste do atleticano e por opção de Mano Menezes ambos ficaram no banco de reservas. O volante até entrou no segundo tempo do desastre alvinegro em Minas enquanto o defensor só apareceu por ter sido expulso após o apito final de Vuaden.

A vantagem considerável dava margem para os dois serem poupados. Depois do gol de Guerrero então, decisão mais do que acertada. Mas a virada improvável, que transformou Tardelli em herói, fez alguns corintianos duvidarem do comprometimento dos dois jogadores. No protesto da última sexta-feira (dia normal de trabalho e de manhã!) na porta do CT Joaquim Grava, Elias e Gil foram cobrados por não estarem campo. O primeiro de maneira mais forte por quem foi pressionar elenco e comissão técnica.

O efeito Diego Tardelli também respingou em outro estado. No Rio de Janeiro, Jefferson não participou do atropelo do Santos sobre o Botafogo. O goleiro ainda teve um dia a mais que o trio de selecionáveis e foi criticado pelo técnico Vagner Mancini por não estar presente no estádio do Pacaembu. Ele se explicou e bateu de frente com o diretor Wilson Gottardo. Principal jogador de uma equipe que agoniza financeiramente e tem sério risco de ser rebaixada, o Botafogo tem mais um problema em sua vasta lista de situações adversas para administrar. São só mais dez rodadas pela frente no Campeonato Brasileiro e a partida contra o Sport, hoje em Volta Redonda, será um bom termômetro para ver o quanto a goleada e a divergência entre diretoria e Jefferson vai se refletir nas quatro linhas.

Os casos de Tardelli, Elias, Gil e Jefferson podem se repetir no mês que vem. No próximo dia 23 Dunga fará a convocação para os dois últimos amistosos do ano contra Turquia e Áustria. Os jogadores que atuam no país estarão na reta final do Brasileirão e o compromisso contra os turcos acontece justamente no dia da primeira final da Copa do Brasil. Ainda existe o risco de ver gente da CBF ou do comando técnico da Seleção usá-lo como exemplo.Não duvide que alguém vá falar: “Mas ele viajou, representou o Brasil, voltou e jogou pelo seu clube”.



MaisRecentes

Prejuízo do Vasco longe de São Januário chega quase a R$ 500 mil



Continue Lendo

Rodada registra o melhor e o pior público do Brasileirão



Continue Lendo

Novidade na lista, Cássio é o oitavo goleiro chamado por Tite



Continue Lendo