Contraste entre passado e presente



(Reginaldo Castro/L!Press)

(Reginaldo Castro/L!Press)

(Ale Cabral/L!Press)

(Ale Cabral/L!Press)

Faltam nove dias para o Palmeiras tornar-se centenário. Ídolos, títulos e torcida alçaram o clube a um alto posto no cenário nacional e mundial. O passado glorioso se mistura com o presente nada animador e o futuro incerto.

Neste sábado isso ficou mais do que claro. Ao mesmo tempo em que poucos torcedores foram até a Rua Javari, estádio do Juventus situado na Mooca, para um torneio retrô com a participação de craques como Dudu, Ademir da Guia e Evair, outros preferiram abrir mão do evento para criticarem a atual diretoria. O protesto foi direcionado a Paulo Nobre.

É bem verdade que os presentes na Academia de Futebol, centro de treinamento palmeirense, são os organizados que reivindicam pelo benefício próprio. O bem deles é sempre maior do que o clube e quando insatisfeitos sentem a necessidade de  se manifestarem de alguma forma.

Quem optou pelo evento na Javari certamente teve um dia de nostalgia. Alguns presentes sequer viram Dudu e Ademir e outros tantos lembram com orgulho de Evair.

Escutar histórias de ex-jogadores se tornou rotina nos meses de julho e agosto. A cada entrevista para o centenário com Leivinha, Dudu, Ademir, Tonhão, Evair, Luís Pereira, Waldir de Moraes, César Sampaio, entre outros a gratidão por poder fazer parte de uma história grandiosa com muito mais a se comemorar do que motivos para esquecer. Mas bastava entrar no assunto da situação atual para o orgulho do discurso do passado virar preocupação.

A maioria não entende como a situação chegou a tal ponto. Quem viveu o dia a dia lá atrás torce para ainda conseguir ver um pouco daquele “velho” Palmeiras novamente em campo. A esperança dos ídolos é a mesma do torcedor. A expectativa por um aniversário em paz não se confirmou. O inferno astral de um mês já dura mais de uma década.

Enquanto a fase não passa, o passado é o alento para o palmeirense conseguir esquecer o presente.



  • helio marcengo

    O Palmeiras vive do passado. Um passado onde o futebol era diferente, como de resto , diferente eram todas as coisas. En’tao nao podemos comparar. O que temos que dizer é que nos ultimos vinte anos, o Palmeiras virou um time ( nao um clube) de nivel intermediario, com seguidos erros de gestao, após a saida da Parmalat. O Brunoro de hoje é o mesmo, mas os recursos financeiros nao. Na era Parmalat, comprava-se grandes jogadores aqui no Brasil, como Dlalminha,Edmundo,Edilson,Evair,etc,etc. Agora nao. Qualquer cabeca de bagre é vendido para o exterior. Entao é preciso muito dinheiro para montar um bom time.

    Temos que citar também o mercantilismo que tomou conta do futebol. Quem ganha dinheiro sao os empresarios,os jogadores,os treinadores e muitos diretores de clubes mancomunados com treinadores e empresarios. Só os cllubes nao ganham. Estao enterrados em dividas, sem caixa para investir. Quem investe sao empresarios. E Estes nao tem vinculo com os clubes. Quando o produto exposto na vitrine do clube se valoriza, é vendido. Nesse novo mundo do futebol, o Palmeiras ainda nao se encontrou.

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