Coisas da Copa do Mundo que não mudam



O melhor Chile de todos os tempos passa de um grupo difícil, elimina a atual campeã do mundo e nas oitavas de final bate de frente com o Brasil. Das outras vezes em que se encontraram em Copas a Seleção não teve trabalho. No último sábado a situação foi diferente durante o tempo normal e a prorrogação, porém nas penalidades o resultado foi igual ao de 1962, 1998 e 2010. Adeus aos comandados de Sampaoli.

México passa sem dificuldade às oitavas de final pela sexta vez seguida. Nas outras oportunidades eliminação na mesma fase e agora tem pela frente a complicada Holanda. Sai na frente, segura o resultado com Ochoa operando seus milagres até que nos últimos minutos leva a virada. Resultado: os mexicanos amargam outra eliminação precoce.

A Laranja ainda tenta mudar a sua própria história e tem mais três jogos para não ficar no quase mais uma vez. Na próxima fase terá a aguerrida Costa Rica pela frente, única improvável sobrevivente do grupo que já matou sete títulos mundiais até agora. A vaga, nas penalidades contra os gregos, foi merecida por tudo o que fez na primeira fase.

Os africanos, meros coadjuvantes em Mundiais, se notabilizam por polêmicas em suas participações. O preço de defender o país para eles é alto e a parte financeira é maior do que qualquer coisa a ponto de avião ser mandado às pressas com a missão de acalentar o bolso de quem já está eliminado. Vale aqui uma ressalva para o brio dos argelinos, os únicos a representarem bem o continente nesta Copa do Mundo 2014.

O que houve de mudança foi um sofrimento jamais visto de Felipão no comando da Seleção. Ele ganhou o penta e a Copa das Confederações sem precisar de um tempo extra sequer. Contra os chilenos, porém, lembrou dos tempos de Grêmio e Palmeiras. Muito cedo para começar a sofrer tanto em casa.

* Texto publicado na edição desta segunda-feira do L!



MaisRecentes

Daniel Paulista é o quarto técnico demitido na Série A em 2017



Continue Lendo

Palmeiras é o melhor do Paulistão após sete anos e pode tirar ‘zica’ dos líderes



Continue Lendo

Clássico entre Botafogo e Fluminense teve o maior prejuízo do Carioca 2017



Continue Lendo