Autor do primeiro gol da era Dunga, Daniel Carvalho vive realidade diferente oito anos depois



(AFP)

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Na primeira partida de Dunga como técnico da Seleção Brasileira o empate contra a Noruega saiu graças a um gol de Daniel Carvalho no empate por 1 a 1, em Oslo. Se nesta sexta-feira o treinador retorna ao comando da Seleção, a situação do atacante é bem diferente.

Chamado pelo treinador nas primeiras convocações de 2006, Daniel esteve em campo em quatro jogos e marcou dois gols. A sequência acabou interrompida por um problema no joelho esquerdo e oito anos depois ele deixou a carreira no campo e partiu para o futebol de salão. Ele joga pelo time em que é dono em Pelotas-RS, o DC/Treichel/Águas Schin, que disputa a Série Prata, a Série B do torneio estadual.

Você marcou o primeiro gol da Seleção sob o comando do Dunga. O que lembra daquela partida?
O que eu me lembro bem é que o (Paulo) Paixão (preparador físico) fazia parte da comissão e trabalhava comigo na Rússia (CSKA). O Dunga recebeu todo mundo bem, mas eu trocava mais ideia com o Paixão até por ser a primeira convocação. Depois, nas outras, não. Ele também é gaúcho como eu, começou no Inter. Ele é muito justo, tratava todo mundo igual.

Até o final de 2006 você foi chamado, jogou quatro partidas e fez dois gols. O que mudou para deixar de fazer parte do grupo?
Nas primeiras quatro convocações só eu e o Dudu Cearense fomos em todas. Depois eu fiz uma ciruriga no joelho e fiquei oito meses parado. Fui examinado pelo (José Luiz) Runco e o meu problema era de cirurgia. Deixei de ser convocado porque fiquei machucado. Acabei perdendo meu espaço, o que foi natural. Quando voltei tive bastante dificuldade, afinal passei por uma raspagem de cartilagem. Tenho a convicção de que não deixei a Seleção por questão de rendimento, mas sim por lesão.

Oito anos depois o Dunga voltou ao comando e você encerrou a carreira. Como se vê agora?
Me vejo um torcedor, não mais como jogador. Fico feliz pela volta dele. Tive o privilégio de trabalhar junto, me tratou muito bem. Agora, fora do mundo do futebol, eu posso ser sincero, porque quando era jogador você precisa ter mais cuidado para falar as coisas. No mundo do futebol você conqusita algumas amizades, verdadeiras ou não. Posso dizer que Jorginho, Paixão,Dunga são verdadeiros.Eu rezo para que ele consiga as coisas. Tomara que ele resgate o futebol brasileiro.

Tem chance de voltar a jogar profissionalmente, afinal você tem 31 anos?
Que dia é hoje? 5 de setembro? Posso dizer que não tem chance de voltar. Tem que fazer o que se sente feliz. Oito anos atrás era feliz e hoje sou feliz do mesmo jeito, mas em outra área. Não estava com qualidade, não tinha rendimento. A miha família escutava comentários que não tinha necessidade. Se tiver uma cabeça boa, tenho uma condição financeira razoável. Jogo o meu futebol de salão, tenho o centro esportivo aqui na minha cidade. Não tenho o perfil de jogar e ficar “roubando”, como a gente diz no futebol. Se eu voltar eu vou falar para o clube que quero voltar porque tenho vontade, não por dinheiro.

O dono do time tem prioridade para jogar?
Não sou o 10, não sou o capitão e sou reserva. Tem ideia disso? (risos). Só entro no meio do jogo. Estou lá para me divertir, todos os jogadores são da cidade. Terminamos a primeira fase na liderança, oito pontos na frente da Série Prata. Amanhã começa o mata-mata e quem sabe não comemoro o meu primeiro título. De repente subir no estadual dar continuidade. São projetos que temos na mente, uma liga lá na frente. Quem sabe.



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