Aos mestres, com carinho



(Gil Leonardi/L!Press)

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(Ramon Bitencourt/L!Press)

(Ramon Bitencourt/L!Press)

A final da Copa do Brasil estará em boas mãos a partir da madrugada do dia 27 de novembro. Se for o quinto título do Cruzeiro ou então a inédita conquista do Atlético-MG muito da campanha campeã será mérito dos treinadores que estão à frente dos rivais.

Marcelo Oliveira é o comandante que há mais tempo está no cargo no futebol tupiniquim – completará dois anos no fim da temporada. Já conquistou um Campeonato Brasileiro e tem o segundo encaminhado. O bi pode chegar até mesmo antes da finalíssima no Mineirão. A Raposa já sabe o caminho para conquistar a Copa do Brasil e Marcelo está no comando do time mineiro muito por causa do trabalho realizado na competição nacional. São três finais em quatro anos e os dois vices pelo Coritiba (2011 – Vasco e 2012 – Palmeiras) mostraram a capacidade dele. A curta passagem pelo Vasco é o exemplo real de que o problema na maioria das vezes não é o técnico e, sim, dos que se acham comandantes.

Levir Culpi já sentiu o gosto de vencer a Copa do Brasil. Foi pelo rival de agora, quando precisou medir força também contra o então melhor time do país. Venceu o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo, fora de casa, em 1996. Dois anos mais tarde fracassou contra o mesmo Verdão.

A segunda decisão do ano entre os rivais mineiros será a primeira de Levir. Paulo Autuori esteve nas duas “derrotas” sem gols do primeiro semestre. O que mudou de lá para cá? O novo treinador teve peito de barrar Ronaldinho Gaúcho quando o camisa 10 não apresentou o mesmo rendimento de outrora, mudou o esquema de concentração, não teve medo de se posicionar quanto os problemas de planejamento e recentemente afastou três jogadores do elenco.

No meio de tudo isso ainda ganhou a Recopa Sul-Americana e colocou no currículo duas viradas históricas contra Corinthians e Flamengo. Ah, também tem a melhor campanha do returno até agora há seis rodadas do fim e venceu o Cruzeiro nos dois turnos do Brasileirão.

Marcelo e Levir têm história por Galo e Cruzeiro e assim que o capitão levantar o troféu no Mineirão mais um capítulo será escrito na carreira dos dois. Capítulo mais especial por se tratar de uma das maiores rivalidades do país.



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