A eterna Muralha alviverde



(Renato Cordeiro/L!Press)

(Renato Cordeiro/L!Press)

 

Quase centenário, Oberdan Cattani resolveu festejar o centenário do clube que amou ao lado de Junqueira, Begliomini, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme, Viladoniga, Lima e Echevarrieta, seus companheiros de Arrancada Heroica.

Oberdan sempre lembrou com riqueza de detalhes o que se passou em 1942 e da tristeza dos jogadores quando souberam que o Palestra teria que virar Palmeiras. Em seu quarto na casa em que vivia no bairro da Pompéia, bem próximo ao estádio, tinha uma verdadeira coleção de objetos que contavam a sua história e a do clube que defendeu por 13 anos, entre eles a faixa de campeão daquele jogo histórico no Pacaembu.

No dia 20 de setembro puxou a fila dos jogadores que seguraram a bandeira do Brasil e quis o destino que também em um dia 20 ele deixasse o palmeirense órfão de um ídolo que tanto brigou e reclamou, com muita razão, de que faltava o seu busto nas alamedas do Palestra Itália para fazer companhia a Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia.

Infelizmente a Muralha não teve tempo de ver a sua imagem eternizada no modernizado Allianz Parque.



  • Ariovaldo Roamno

    Quiz o destino que a Muralha Verde não estivesse de corpo presente em uma justa homenagem para eternizar como os Palestrinos e os Palmeirenses sempre o fizeram. Mas esta vendo e torcendo pelo Palestra eternamente. Vá com Deus e com o coração Verde e branco que sempre admirou.

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