A CBF não quer um técnico e sim um escudo



(AFP)

(AFP)

José Maria Marin e Marco Polo Del Nero não querem melhorar o futebol brasileiro e muito menos estão pensando em contratar um treinador que possa dar vida nova depois do vexame da Copa do Mundo em casa.

A escolha dos donos da CBF é para alguém que sirva de escudo, independente do merecimento. Esse é só um dos argumentos para preterir Tite pelo conterrâneo Dunga. Os técnicos gaúchos dominam o comando da Seleção há oito anos e todos que passaram por lá não mereciam o cargo.

Dunga foi uma invenção de Ricardo Teixeira na tentativa de resgatar o orgulho após o fracasso na Alemanha. No ciclo pré-Copa teve êxito em tudo, mas fracassou no momento em que mais precisava. A sequência como técnico foi no Internacional. Os números até foram positivos, porém dentro de campo a carreira foi curta. Isso é o bastante para servir a Seleção novamente? É claro que não.

Mas o que Marin e Del Nero querem é um pararraio e isso ficou bem claro na covardia dos dois ao se esconderem após a humilhação. Sobrou até para Neymar, machucado, dar explicação enquanto o presidente posava com torcedores e virava destaque no site oficial da entidade.

A coletiva para anunciar o coordenador técnico foi ocupada em sua maior parte pelo monólogo de Alexandre Gallo. Pelo menos ele se saiu melhor do que Felipão na tentativa de justificar o injustificável acompanhado de Murtosa, Parreira e também pela carta da Dona Lúcia.

Pensar no futuro com a cabeça no passado não é o melhor caminho. Por que não procurar alguém com ideias novas e capacitado para gerir a coordenação do Brasil? O que um empresário, ou ex-agente como Gilmar Rinaldi trará de benefício?

O que Dunga vai agregar ao futebol brasileiro que agoniza dentro e fora de campo? Virá com o mesmo discurso nacionalista de oito anos atrás usado também por Felipão?
Marin e Del Nero não querem ser incomodados e muito menos responder a todos esses questionamentos.



MaisRecentes

Mundial pode fazer Cristiano Ronaldo igualar marca de Pelé



Continue Lendo

Grêmio tenta acabar com hegemonia espanhola no Mundial



Continue Lendo

Gabriel Jesus perde invencibilidade de um ano em jogos oficiais



Continue Lendo