Posts com a Tag ‘obras’

O hexa e os protestos

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Reproduzo, abaixo, coluna que publiquei no diário LANCE! de ontem, seguida de uma observação de um jornal britânico:

“Depois da Copa das Confederações, quando boa parte dos torcedores conseguiu separar as manifestações políticas da Seleção que estava em campo, cheguei a pensar que no Mundial algo parecido poderia acontecer. Que os protestos ficariam focados na falta de um legado, nas promessas que não foram cumpridas, no dinheiro (nosso) jogado no lixo, nas obras com custos muito maiores do que os previstos e nas mazelas político-administrativas que vivemos, independentemente do que acontecesse em campo e do desempenho do Brasil na Copa. Hoje confesso que tenho minhas dúvidas.

Outro dia o ex-presidente Lula chegou a dizer que não quer ver repetido o que chamou de “vexame de 1950” e que não interessa quanto vai entrar de dinheiro no país com o Mundial ou a Olimpíada. Como se o principal fosse mesmo ganhar o troféu. E como se, ao levantar a taça, a Seleção pudesse deixar pra trás todos os problemas, para não usar um termo mais forte, que marcaram a organização (se bem que desorganização aqui caberia melhor) da Copa no Brasil.

Conversando com amigos nas últimas semanas, uma parte acha que, quando as seleções começaram a desembarcar por aqui e a bola a rolar, o clima será de festa. Talvez o velho “Pra Frente Brasil” dos tempos da ditadura. E que parte da mídia, inclusive com seus interesses comerciais e de audiência, conseguirá dar uma leveza ao evento e empurrar o torcedor a apoiar a Seleção e a festejar cada vitória nas ruas. Se ganhar o hexa, então, festa total. Outra parte pensa diferente e acha que não há clima de Copa como houve por aqui quando a Seleção jogou Mundiais disputados no estrangeiro. E que o cidadão conseguirá separar o desempenho da equipe de Luiz Felipe Scolari daquilo que acontece fora dos gramados.

Eu já acho que as duas coisas, na cabeça de muita gente, estarão misturadas.  Discordo de Lula quando menospreza a parte financeira envolvida na Copa e também quando se refere ao desempenho do Brasil em 1950 como “vexame”, mas hoje já acredito que, caso o time encante e avance na competição, o clima de oba-oba pode acabar predominando. Mas se por um acaso a Seleção for eliminada nas oitavas de final, o que pode acontecer, porque enfrentaremos algum time do grupo da Espanha, quiçá a Holanda, as manifestações ganharão terreno e podem chegar a um ponto complicado. Aquela história de não sabermos bem aonde começam e tampouco aonde vão terminar… Gostaria que as duas coisas não andassem atreladas, mas tenho a impressão de que caminham de mãos dadas.

Em 1970, quando o Brasil ganhou o tri no México eu era muito pequeno. De lembranças, só as fotos de uma criança de 3, 4 anos com um sombreiro na cabeça. Agora não. Ouço aqui e acolá gente dizendo que vai torcer contra, como alguns fizeram em 70, mas não faço parte dessa galera. Torço muito pela Seleção. Que ganhe e encante, o que é bem possível. Mas que as reinvindicações populares continuem fortes, desde que pacíficas, pois são legítimas.”

Nota: O jornal britânico “Financial Times” tem analisado o impacto que o Mundial pode ter para a campanha eleitoral deste ano. Acredita que, caso o Brasil vença a Copa, a população pode perdoar os altos custos do torneio, os erros na organização, os futuros elefantes brancos que consumiram rios de dinheiro público e tantos outros descalabros mais, mas, se perder, a pólvora estará acesa. As ruas que o digam.

O discurso de Lula

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu sair em defesa do governo e rebater as críticas contra o excesso de gastos públicos para a realização da Copa.

Diz não temer os protestos nas ruas, lembrando que vivemos em uma democracia, e esperar que o Brasil, diferentemente de 1950, ganhe a Copa em casa.

Se vencer, acha que o país fará uma tremenda festa mas se perder aí sim diz que o povo irá às ruas reclamar.

Sua linha de pensamento (ou discurso) é de que o principal é o Brasil não dar o que chama de “vexame de 1950”, quando perdeu a final para o Uruguai em pleno Maracanã.

Discordo do ex-presidente, inclusive porque não acho que demos vexame em 1950. A seleção chegou à decisão depois de arrasar a Espanha, uma atuação histórica do Brasil, e acabou fracassando na última partida, quando entrou como favoritíssima ao título e deixou escapar uma conquista dada como certa.

Perder em campo faz parte do jogo. O que não deveria fazer parte era essa bagunça na organização, tudo deixado para a última hora, a notícia de que seis estádios da Copa terão falhas na internet e no serviço de dados, os custos subindo a cada dia, elefantes brancos para administrar depois e um legado muito menor que o esperado a um preço muito maior.

Lula diz que não ter ideia de quanto dinheiro vai entrar por conta do Mundial e que isso não importa, o que interessa é “o Brasil mostrar sua cara do jeito que é”.

E continua dizendo que dois dos momentos de maior alegria de seus governos foram quando o país foi escolhido sede da Copa, em 2007, e depois da Olimpíada, em 2009.

Não sei se Fifa e COI ainda pensam assim, nem mesmo boa parte do povo brasileiro. Tampouco, confesso, acho que Dilma Rousseff pense assim. Ficou com um baita abacaxi em mãos em ano de eleição.

E apesar de ela insistir que faremos a Copa das Copas, continuo com minhas dúvidas. Acho que em campo talvez sim, mas fora dos gramados sigo cético, vendo o descalabro que virou a organização do evento. Ou seria desorganização?

Chute no traseiro

quarta-feira, 30 de abril de 2014

As relações entre governo federal, Comitê Olímpico Internacional e Comitê Organizador Local da Rio-2016 não anda nada boas.

O governo está irritado com ambos e não pretende ficar abrindo a torneira. Já até avisou o comitê local que deve se adequar a seu orçamento e, caso termine no prejuízo, pedir socorro à iniciativa privada.

Em relação ao COI, depois de os brasileiros terem levado novo chute no traseiro, assim como ocorrera na Copa, agora com o vice-presidente do comitê internacional, o australiano John Coates, dizendo que os preparativos para os Jogos do Rio são os piores que já viu na história recente da Olimpíada, a irritação também é grande.

A intervenção da entidade na organização dos Jogos pegou o governo federal de surpresa e, especialmente em ano eleitoral e já com tantos protestos em relação à Copa, o Brasil não quer fazer obras que considere desnecessárias e que possam ser atacadas pela opinião pública.

Já existe enorme celeuma em relação a possível estádio de rúgbi, exigência do COI que o governo não aceita. Só se depois puder ser adaptado para outras modalidades (e também tem que saber a que custo), se não o risco de a população contestar a obra, pedindo mais escolas e hospitais e menos arenas supérfluas, será grande.

O temor é que, passado o Mundial que começa em junho, a cobrança ficará toda concentrada no Rio e a cidade poderá virar um caos, paralisada por manifestações.

Durante a Copa o COI terá observadores concentrados no Rio, preocupado que está com as questões de hotelaria e transporte público. A entidade avaliou o trânsito na cidade como caótica e vê poucas chances de melhora até 2016.

Apesar de dizer que não há um plano B para os Jogos, a possibilidade de o basquete, por exemplo, ser disputado em SP, algo que o COI inicialmente descartava com veemência, é mínima, mas já existe.

Pelo jeito a confusão com os gastos com os megaeventos esportivos que o Brasil resolveu abrigar vai longe. E o povo terá que arcar com os custos. Haja imposto!

E depois da Copa?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Reproduzo, abaixo, coluna que publiquei na última terça no diário LANCE! sobre a preparação (preparação?) para os Jogos do Rio-2016:

“A organização ou a falta dela para a Copa de 2014 deveria servir de alerta para os que preparam o Rio e os esportes olímpicos para os Jogos de 2016. Porque, logo que acabar o Mundial, as atenções estarão, como nunca, voltadas à Olimpíada. E o que se vê é uma situação tão complicada quanto à da Copa.

Assim como acontece com a Fifa, a paciência do Comitê Olímpico Internacional com os brasileiros não é das maiores. O cenário mudou muito de quando o Rio foi escolhido sede dos Jogos, em 2009, para cá. Representantes do COI fizeram questão de mostrar seu descontentamento com o Brasil e o rumo da Olimpíada ainda no mês passado. Deixaram o país irritadíssimos com a indefinição em relação à matriz de responsabilidade, reclamando que quase metade das obras não tinha orçamento para ser discutido. O imbróglio culminou com a saída de Maria Silvia Bastos Marques da Empresa Olímpica Municipal. A explicação oficial foi que a executiva, que vinha sendo chamada de “prefeita da Olimpíada”, preferiu retomar suas atividades na iniciativa privada.

Estive em três Olimpíadas (Sydney-00, Atenas-04 e Pequim-08) e em cinco Copas do Mundo (México-86, Estados Unidos-94, França-98, Coreia/Japão-02 e Alemanha-06) e são eventos completamente distintos. Seja porque em Mundiais costumam ir torcedores apaixonados, em Jogos Olímpicos mais espectadores que fanáticos, seja porque a Copa é realizada em várias sedes enquanto a Olimpíada tem quase tudo concentrado em uma só, sendo a locomoção essencial, seja pelo número de países e modalidades envolvidas. E a tarefa do Rio é complicadíssima, porque, mais uma vez, tudo acaba ficando para a última hora. Se até a matriz de responsabilidade que define qual a parte do governo federal, do estadual e do municipal no financiamento das obras gerou tanta controvérsia, sendo adiada várias e várias vezes, imagine o “resto”.

O tal do legado voltará com tudo à discussão, agora do carioca, que já tanto sofre com transporte público, insegurança, falta de atenção à saúde, descaso com a educação, além de outros itens. A questão da hotelaria e da mobilidade urbana estará novamente em pauta, atraindo holofotes para o bem ou para o mal. E lembranças incômodas, que poderiam ter servido de exemplo de como não se fazer as coisas, estarão de volta. É o caso do Engenhão, tido como o principal legado do Pan do Rio que acabou interditado por problemas estruturais, ou do próprio Maracanã, que era para estar adequado ao chamado padrão-Fifa ainda para o Pan de 2007, o que acabou não acontecendo.

Fora que há uma grande diferença com o futebol. A pressão por medalhas, claro, será menor do que a por um belo desempenho da Seleção no Mundial, mas as lacunas de cada uma das modalidades olímpicas estarão bem em evidência. E vale lembrar que elas são sustentadas por dinheiro público, verbas das loterias, recursos de estatais, que muitas vezes não sabem nem para onde vai a grana. O Banco do Brasil e a Confederação Brasileira de Vôlei que o digam. Mas não só eles.”

Prazo para Itaquera

terça-feira, 8 de abril de 2014

A Fifa está cada vez mais irritada com o imbróglio de Itaquera e quer um prazo definitivo para que o estádio lhe seja entregue.

A promessa inicial era de que estaria pronto até dezembro do ano passado. Devido a um acidente na construção, foi adiado, segundo o Corinthians, para 15 de abril, embora a Fifa sempre trabalhasse com maio como prazo de entrega. Mas agora exige uma data certa (e definitiva).

Andrés Sanchez, ex-presidente corintiano e administrador da obra, acha que a arena poderá abrigar Corinthians x Flamengo pelo Brasileiro, no dia 27 de abril, embora ainda sem condições de ser entregue à Fifa, porque precisará de retoques, fora a questão da colocação das estruturas provisórias.

A Fifa não quer receber o estádio depois de 25 de maio e exige uma definição por parte do Comitê Organizador Local, alegando que está sem informações mais precisas. Reclama que o diálogo com Andrés praticamente inexiste e que o dirigente estaria fugindo das cobranças da entidade que dirige o futebol mundial.

A situação, especialmente sobre quem arcaria com as despesas pelas estruturas provisórias, piorou ainda mais a relação entre Fifa e COL e em Zurique as críticas a Ricardo Trade, que comanda o comitê, são muitas. Assim como a José Maria Marin que, apesar de presidir o COL, estaria mais interessado em fazer política e se preocupar com a seleção do que em tratar das obras e da organização da Copa.

No Corinthians o estádio gerou ainda mais divergências entre Andrés e o atual presidente, Mário Gobbi. O mandatário há tempos vem dizendo que não há como o clube bancar as estruturas provisórias e que seu antecessor não deveria ter dito que o Corinthians, que passa por apuros financeiros, arcaria com os gastos. Andrés rebate lembrando que a Odebrecht, construtora e parceira no estádio, entraria com parte dos recursos e que vai conseguir parceiros para a empreitada.

Mas Gobbi desconfia. E lembra que os “naming rights”, que Andrés prometera vender até fevereiro de 2012, até agora nada. E a Copa começa em pouquinhos mais que dois meses…

A Fifa e o Beira-Rio

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Apesar da festa de reabertura do Beira-Rio com o amistoso entre Inter e Peñarol, a Fifa segue preocupada com o estádio, mais um que tem lhe dado muitas dores de cabeça.

Para a entidade, o entorno da arena deixará a desejar, mesmo com o clube gaúcho informando que finalmente começou a pavimentar o terreno. Outras áreas ao redor do estádio que pertencem à prefeitura, porém, ainda estão na estaca zero, embora haja a promessa de que serão pavimentadas até o Mundial, o que a Fifa duvida.

As estruturas provisórias, por sua vez, ainda têm de ser montadas. O governo do Estado e a prefeitura conseguiram aprovar um projeto de isenção fiscal para empresas que possam custear as obras, mas está complicado acertar parcerias com possíveis interessados.

A Fifa diz que não vai ajudar a costurar acordo com empresas que possam fazer as obras, já que não seria sua responsabilidade. Assim como diz que não vai auxiliar financeiramente ou da forma que for na montagem das estruturas provisórias de Itaquera, estádio que mais inquieta a entidade e cuja construção já virou uma novela. Mas esse é um capítulo à parte, que vou abordar amanhã.

Garantias à Fifa

terça-feira, 25 de março de 2014

Em contato com a cúpula do Comitê Organizador Local da Copa-2014, a Fifa, que segue preocupada com uma série de questões em relação ao Mundial, recebeu algumas notícias tranquilizadoras.

Entre elas que o risco de apagão e falta de água durante o Mundial não existe. Se o sistema elétrico entrar em colapso no Brasil ou determinadas regiões adotarem a política de racionamento no fornecimento de água isso só acontecerá, segundo informado à Fifa, após a Copa. Durante o Mundial a ideia é que tudo funcione bem. Depois, porém…

Mesmo assim em Zurique, onde fica a sede da entidade que dirige o futebol mundial, segue uma inquietação grande: com a segurança. Apesar de estar ciente de que o Brasil fará um esquema especial, especialmente em relação às delegações estrangeiras, podendo até acionar o exército, não se sabe como será o clima nas ruas, com possíveis manifestações no período.

E há preocupação também com a segurança nos estádios, especialmente o do Corinthians, que ainda não ficou pronto e só deve ser entregue completo dias antes do início do Mundial. Ou seja, não será testado o suficiente e há temor de que apresente alguma falha que ponha em risco a segurança do torcedor na Copa.

Segurança à parte, em Zurique a avaliação continua sendo de que o Brasil deixou tudo para a última hora e nesse sentido a irritação é grande, já que mesmo questões como o funcionamento da telefonia e da internet no período não parecem bem equacionadas.

O próprio caso da Petrobras, que ocupa não só as páginas econômicas (pela péssima gestão), mas as policiais/criminais do noticiário também, é tido como exemplo da má administração pública do país. Na condução da Copa, com atrasos, descaso e denúncias de superfaturamento ou sobrepreço, como queiram, não seria diferente. Mas a Fifa deveria saber disso antes, não?

Fifa e Itaquera

terça-feira, 18 de março de 2014

Por mais que a Fifa possa até espernear publicamente, a entidade estava cansada de saber que o estádio do Corinthians não ficaria pronto em 15 de abril.

Tanto que a ideia era que a arena fosse inaugurada em maio. Trabalhava-se com a data de primeiro de maio, mas por ser o Dia Internacional do Trabalho e haver receio de manifestações, aventou-se a hipótese de a primeira partida no estádio ser realizada um pouco depois do feriado. Ou deixar a abertura para abril mesmo, mas com uma série de ajustes a serem feitos durante o mês de maio.

É o caso do setor VIP e das lanchonetes, que só deverão estar prontos daqui a dois meses. Ou da cobertura, que ainda está incompleta e deverá ser finalizada apenas em maio.

A maior preocupação da Fifa em relação à arena de Itaquera é com a questão da segurança. Há temor de acidente, sim, já que o estádio será pouco testado até a abertura do Mundial, em 12 de junho.

Preocupam muito também o estádio do Atlético-PR, em Curitiba, que tem sido tocado às pressas, e o entorno do Beira Rio, que anda caótico e sem muitas perspectivas de grandes melhoras até o início da Copa.

Dilma aperta equipe

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A presidente Dilma Rousseff tem apertado sua equipe de trabalho, pedindo providências e prazos para a conclusão das últimas obras ligadas à Copa.

Dos 12 estádios do Brasil para o Mundial, seis ainda não foram entregues, descumprindo promessa feita à Fifa de que todos estariam prontos até o final do ano passado.

O próximo a ser inaugurado será o de Natal, na semana que vem. O Beira-Rio, em Porto Alegre, ficará pronto até o final de fevereiro, mas Cuiabá, Curitiba, Manaus e São Paulo ainda não bateram a tecla quando o assunto é a data para a abertura.

Dilma quer ter uma resposta até semana que vem, quando vai à Suíça para o Fórum Econômico Mundial e deve ser cobrada em relação aos estádios.

Outros temas ligados à Copa preocupam a presidente, como o aumento abusivo no preço dos hotéis e dos preços em geral já que o setor de serviços quer se aproveitar do evento para faturar o que pode e o que não pode, a questão dos aeroportos, que terão mais voos liberados durante o evento, e especialmente a segurança.

O esquema para receber a seleção dos Estados Unidos durante duas semanas em SP, acionado assim que os norte-americanos chegaram à capital paulista, deve ser repetido com outras delegações na Copa.

Há, porém, receio de que manifestações populares e movimentos como o chamado rolezinho, que ganha os shoppings paulistanos e começa a ser copiado em outras capitais brasileiras, criem problemas indesejados no Mundial e prejudiquem ainda mais a imagem do Brasil, que apresenta problemas na área econômica.

Dilma, enfim, terá muito a explicar na Suíça e, a menos de cinco meses do início da Copa, quer ação e resultados de todos os setores envolvidos com o Mundial. Talvez seja um pouco tarde para começar a cobrar, já que tivemos quase sete anos para nos preparar para o evento, mas antes tarde do que nunca. Até porque o tempo passa… E passa rápido.

Itaquera, 1/5

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Fifa trabalha com a data de primeiro de maio, feriado do dia do trabalho que cai numa quinta-feira, para a inauguração, com realização de um evento-teste, da arena do Corinthians, em Itaquera.

A data não é confirmada pelo clube paulista, embora seus dirigentes já tenham falado que antes disso o estádio deve estar pronto. A ideia é termina-lo em abril e já se cogitou fazer um evento-teste no local no dia 15 daquele mês se tudo seguir diante do planejado.

Na semana passada a entidade que dirige o futebol mundial cobrou do Comitê Organizador Local, presidido por José Maria Marin, que acumula o cargo com a presidência da CBF, cronograma de entrega dos outros cinco estádios que, assim como Itaquera, não ficaram prontos em 2013, ao contrário do prometido para a Fifa.

Até agora, porém, não houve resposta, já que nem o governo brasileiro sabe com precisão a data de conclusão de cada arena. A presidente Dilma Rousseff, inclusive, tem cobrado isso de sua equipe.

Em janeiro deve ser entregue a Arena das Dunas, em Natal. Em fevereiro, o Beira-Rio, em Porto Alegre. Manaus deve ficar para março, Cuiabá e Curitiba, para abril. O estádio do Corinthians, segundo a Fifa, seria aberto em primeiro de maio mesmo. É o que receberá o jogo da abertura da Copa, em 12 de junho, entre Brasil e Croácia.