O delator (parte 2)



O livro “O Delator”, dos jornalistas Allan de Abreu e Carlos Petrocilo, que narra a trajetória do empresário J. Hawilla, deve virar filme.

No lançamento da obra, em São Paulo, dias antes do início da Copa da Rússia, representantes de uma produtora já estavam presente e fechando os acordos para levar a história de Hawilla e o esquema de corrupção que culminou com a queda e a prisão de vários dirigentes esportivos, entre os quais o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, à telinha. Ou à telona.

O livro-reportagem é interessante por trazer depoimentos bombásticos de Hawilla, que iniciou sua trajetória como repórter de rádio e protagonizou um dos maiores escândalos de corrupção do futebol mundial, embora a leitura não seja das mais fáceis por trazer aspectos jurídicos em demasia ao leitor.

A família de Hawilla, lembrando que o empresário morreu pouco antes do lançamento da obra em São Paulo, não ficou nada satisfeita com o trabalho dos jornalistas. Nem com a ideia de leva-lo para outras mídias, como a TV ou o cinema.

Quando lançaram o livro em São Paulo, pouco mais de dois meses atrás, Allan de Abreu e Carlos Petrocilo reclamavam que não estavam conseguindo fazer uma noite de autógrafos em livraria de dois dos principais shoppings de São José do Rio Preto, interior paulista. Acreditavam que a família de Hawilla estava por trás do suposto boicote à obra justo na cidade de Hawilla, já que ela segue forte e poderosa. E dona da TV TEM, afiliada da Globo.

Mesmo na capital paulista poucos compareceram ao lançamento, vale lembrar.

Mas que a ideia de contar a história na telinha ou na telona é interessante, é. Caso explore, muito mais do que está no livro, aspectos humanos, que aguçam a curiosidade, e menos questões jurídicas envolvendo os personagens. Pelo menos eu penso assim.

Aliás como andam em falta bons filmes tendo o esporte como pano de fundo, não? E o futebol também. Mesmo que o tema principal, mais do que a bola em si, sejam os bilhões de dólares da indústria esportiva. E propinas, lavagem de dinheiro etc. etc. etc.

PS. Por falar em esporte e corrupção, Marin, que tem 86 anos de idade, foi condenado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos. E deve perder, entre multa e dinheiro confiscado, cerca de US$ 5 milhões ou R$ 20 milhões. Já Marco Polo Del Nero, que não sai mais do Brasil, assim como Ricardo Teixeira, ambos alvos do FBI, segue banido do futebol. Para a vida. Embora, nos bastidores, ainda apite na CBF.



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