O discurso de Tite



O clima tranquilo entre clubes e treinador da Seleção Brasileira parece ter terminado, mas o discurso de Tite, que não vem sendo questionado como deveria pela mídia, segue vago, professoral e monótono.

Basta ver como ele fugiu de tecer maiores comentários sobre a responsabilidade da CBF, cujos principais torneios seguem em andamento durante datas oficiais da Fifa para amistosos da Seleção. O técnico desconversou e diz achar que o calendário do futebol brasileiro pode ser melhorado. Que pode, claro que pode e deve. Mas com a CBF no comando? Fica difícil, não?

Flamengo e Cruzeiro ficaram indignados com a convocação de Tite e com dona CBF, desfalcados que ficarão em competições importantes, o Corinthians não gostou, mas o Palmeiras achou interessante Bruno Henrique não ter sido chamado para dois amistosos caça-níqueis, um deles contra El Salvador.

Edu Gaspar preferiu falar em planejamento de curto, médio e longo prazo, num discurso também vazio, e os erros que a comissão técnica e a Seleção cometeram durante a Copa não foram alvos de maiores questionamentos.

Tite, infelizmente, segue lamentando os gols perdidos contra a Bélgica, como se uma fatalidade tivesse tirado o Brasil da Copa da Rússia. Foi muito mais que isso, inclusive porque o futebol é complexo demais.

E se Tite errou, nós, da imprensa, também, já que seguimos com análises muito rasas e superficiais, em geral. Momento de reflexão. E não só para o treinador da Seleção Brasileira.



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