O acerto de Andrés



Para vermos de novo como é o futebol e como muitas das análises que nós mesmos fazemos são rasas e superficiais.

Não é que semana passada havia jornalista, conselheiro e torcedor corintiano pedindo a cabeça de Osmar Loss? E pressionando o presidente Andrés Sanchez a demiti-lo?

Como futebol é resultados, OK, até entendo as reclamações, que ficaram muito fortes e pesadas depois da derrota para o São Paulo, no Morumbi, quando o Corinthians de fato jogou mal, especialmente no setor defensivo, errando o posicionamento do começo ao fim. Mas foi “só” o time ganhar três jogos seguidos, goleando inclusive o Vasco no Distrito Federal, e os mesmos que pediam a saída de Loss agora defendem seu trabalho…

Bem fez Andrés que, mesmo diante das críticas e da pressão, afirmou que o treinador não sairia antes do fim do ano. Que vai comandar o Corinthians até o final dos campeonatos que disputa em 2018.

Claro que bastam duas derrotas seguidas para a pressão retornar, futebol é assim, ainda predomina visão de curto ou curtíssimo prazo e treinador é endeusado, como se fosse o responsável por tudo, para o lado, às vezes para seu próprio bem, às vezes não, mas uma sequência de jogos Loss merece ter.

Ainda mais porque perdeu peças importantes e o processo de reestruturação do futebol corintiano leva tempo. E o esporte como um todo não pode se basear apenas no resultado final. O caminho e o que está em volta de tudo o que leva uma equipe a ter sucesso ou não devem ser levados em consideração. Porque há vitórias e vitórias. E derrotas e derrotas. E às vezes, não sempre, o limiar entre uma e outra é bem tênue, não?



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