Racha no Santos



A situação do Santos parece cada vez mais complicada.

Quem esteve ontem na Vila Belmiro conversando com conselheiros de diferentes grupos políticos sente o clima pesado e fica com a sensação de que, para alguns, quanto pior ficar a situação do time, melhor.

Melhor, pensam alguns, para tirar o presidente José Carlos Peres, cujo impeachment, que é um processo político, tem sido pedido desde o primeiro semestre e por uma série de motivos.

Quanto pior forem as campanhas do Peixe no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Libertadores mais chances terá o movimento de conseguir adesões.

Recentemente foi protocolado terceiro pedido de impeachment para o presidente, que teria sido sócio de empresa que negociava jogadores quando assumiu o Santos, algo incompatível com a função que passou a ocupar no Peixe no início do ano.

Com as seguidas derrotas do time a pressão aumentou. E as críticas, acreditem ou não, já atingem o técnico Cuca, que ontem fez seu primeiro jogo no comando santista, perdendo para o Cruzeiro a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O Santos jogou muito mal, mais uma vez, mas Cuca não teve tempo para treinar o grupo e mal terá nos próximos dias.

Sábado já pega o Botafogo, fora de casa, pelo Brasileirão. Depois ainda terá Atlético-MG e Ceará, também fora, daí faz o jogo de volta contra o Cruzeiro, novamente pela Copa do Brasil.

No Brasileiro, vale lembrar, está na zona de rebaixamento e, para interlocutores próximos, Peres já disse que a única intenção no Nacional é não cair.

Apesar de Cuca não ter jogado a toalha na Copa do Brasil, pelo menos não oficialmente, com a derrota de ontem Peres já jogou, sobrando a Libertadores, portanto. Mas aí o Santos tem que começar a jogar bola. Bola que não jogou com Jair Ventura em todo o primeiro semestre e início do segundo, tampouco nos dois jogos sob interinidade de Serginho Chulapa, nem ontem com Cuca.

Ah! E a pressão em relação ao trabalho de Ricardo Gomes, executivo de futebol do clube que para muitos está perdido na função, só cresce.

Dias difíceis na Vila. E com cinco grupos políticos brigando, coitado do Peixe. Ninguém merece. Triste futebol brasileiro. De egos, vaidades, rachas e trocas de acusações. Como a sociedade em geral e a política, também.



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