O vestiário do Verdão



A chegada de Luiz Felipe Scolari vai resolver, pelo menos é o que espera a direção do Palmeiras, problemas que o time teve e ainda tem de vestiário.

Desde o ano passado, quando formou um elenco milionário que até aqui não convenceu em campo, o Verdão vem tendo problemas com suas estrelas, com todo mundo querendo jogar e achando que merece uma vaga no time e com quase todos palpitando também sobre a melhor forma de a equipe atuar.

Daí a discussões e questionamentos em relação às comissões técnicas que o clube teve de 2017 pra cá foi um passo só, o que deixou, muitas vezes, o clima quente.

Clima quente que Eduardo Baptista, em início de carreira, não soube administrar, tampouco Roger Machado nem o mais experiente Cuca.

Felipão, com três Copas do Mundo nas costas e querendo voltar a fazer sucesso no Brasil, é tido pelo presidente Mauricio Galiotte como nome certo para resgatar a paz no Palestra, administrando os egos e os conflitos.

O técnico sabe como lidar com o vestiário, prestes a completar 70 anos não esqueceu todas as lições que o futebol lhe deu, tem um histórico de sucesso no próprio Verdão (embora colecione alguns fracassos também), vai carregar os 7 a 1 nas costas, claro, mas, bem ou mal (e em 2014 foi mal, muito mal), em três Mundiais que disputou, dois com o Brasil e um com Portugal, sempre chegou às semifinais. Dunga e Tite como treinadores não passaram das quartas, vale lembrar, e não fizeram história até aqui como Telê, que tampouco chegou às semifinais. Scolari foi quarto com os portugueses na Alemanha, quarto com a Seleção, no Brasil, e campeão mundial em 2002. E isso também ninguém lhe tira.

Além de Galiotte, que disputa a reeleição no final do ano, Leila Pereira, da Crefisa, a patrocinadora do Verdão, defendeu sua contratação, achando que o Verdão precisa de um nome forte e de peso, inclusive para recuperar alguns jogadores, como Lucas Lima, que decepcionou muito no primeiro semestre e teve momentos de desânimo acentuado.

Alexandre Mattos, executivo do futebol palestrino, defendia outro nome, mas acabou aceitando Felipão. Que terá liberdade para comandar do seu jeito. No seu estilo. E que chegou até a pedir que o contrato, que vai até 2020, não tivesse nem multa em caso de rescisão.

Por exigência do Palmeiras, o acordo acabou tendo multa estipulada. De um salário. O que é tranquilo tanto por parte do Verdão como do próprio treinador caso uma das partes queira rescindi-lo. Ainda mais com eleição no Verdão à vista. Embora Galiotte, mesmo com críticas ao futebol fortes por parte de alguns grupos políticos internos, seja apontado como favorito à reeleição.

Boa sorte ao Felipão nesse novo projeto. Pois a vida continua. Não parou nos 7 a 1, não. Embora deles jamais vamos nos esquecer. Nem Scolari, muito menos Scolari.



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