Neymar em choque



O estafe de Neymar ficou preocupadíssimo com a repercussão negativa que o comercial da Gillette, exibido domingo à noite em horário nobre, gerou.

Na propaganda o atacante diz, entre outras coisas, que o torcedor pode continuar jogando pedras ou pode joga-las fora e ajuda-lo a ficar em pé, porque, quando ele fica em pé, o Brasil inteiro se levantaria junto.

Nas redes sociais o comercial foi visto, por muitos, como uma resposta arrogante e prepotente do jogador às simulações e ao cai-cai que o marcaram no Mundial, manchando sua imagem mundo afora, tanto que na Inglaterra foi chamado de trapaceiro por suas atitudes.

Especialistas em mídia consultados por assessores do astro acham que o comercial foi um tiro no pé e que o coloca como salvador da pátria, como se o futebol fosse a coisa mais importante do mundo, quando não é, ainda mais em um país com tantos problemas políticos, econômicos e sociais como o Brasil, com mais de 14 milhões de desempregados. Desempregados que, certamente, não vão se levantar com Neymar caso o jogador volte a atuar do jeito que pode.

O tom de “coitado”, com o velho papo de vocês não sabem o que eu passo fora do campo, adotado por Neymar tem irritado muitos nas redes sociais, que é recheada de “haters”, com os quais o atleta, que fatura muito com sua imagem, está tendo de lidar.

Em vez de responder aos críticos se pronunciando numa entrevista e abordando o assunto de frente, ele resolveu esperar mais de três semanas da eliminação do Brasil para se posicionar. Numa propaganda. Faturando mais uma grana e sendo ridicularizado de novo não só em seu país, mas na Europa também.

A estratégia do estafe de Neymar era trabalhar a imagem de “bom moço”, mostrar iniciativas sociais que ele faz, via Instituto Neymar Júnior, em Praia Grande, litoral de São Paulo, demonstrar bom humor diante das brincadeiras que passaram a fazer com o craque já durante a Copa e dar uma resposta num comercial, o que acabou sendo acertado com a Gillette e a agência que trabalha para ela.

Apesar de a Gillette e a agência responsável pelo material dizerem que não se trata de uma resposta de Neymar às críticas e sim do início de uma campanha com o mote “um novo homem todo dia”, um dos interlocutores do jogador e de seu pai diz que a ideia era de ele se posicionar sim e dar um basta no que passou no Mundial. E que, com o efeito contrário e a má repercussão da propaganda, Neymar pai e filho ficaram estressados e o segundo, segundo palavras que usou, em choque e de saco cheio.

Neymar pai vem demonstrando desequilíbrio emocional há um tempo, tanto que recentemente ofendeu repórter da “Folha” pelo celular, e Neymar Júnior não consegue evitar as redes sociais, que o têm atormentado desde a Copa, e não aguenta mais o assunto “cai-cai”.

Durante o Mundial o rei das propagandas no Brasil foi Tite, que teria faturado mais de R$ 10 milhões para vender televisões, empresa de telefonia e outros mais, sempre com um discurso ufanista num tom professoral.

Assim que a Seleção levou um nó da Bélgica o técnico saiu do ar. E os comerciais, também.

Saíram os de Tite, veio o novo de Neymar e, pelo jeito, trazendo mais polêmica à vista. Para o jogador e agora também para a Gillette e a agência Grey, responsável pela propaganda. Aprovada, aliás, por Neymar pai e filho. Pelo menos até a repercussão do comercial. Pois agora a história parece ser outra.



MaisRecentes

O discurso de Tite



Continue Lendo

A reeleição de Galiotte



Continue Lendo

Cadê os patetas?!?



Continue Lendo