Os erros do Galo



Ainda repercute muito em Minas a arbitragem de Péricles Cortez no jogo de domingo, quando o Galo perdeu para o Palmeiras após cobrança de uma falta quase na altura do meio-campo muito contestada pelos mineiros.

O presidente Sérgio Sette Câmara, logo após a partida, chamou o juiz de “vagabundo e ladrão” e disse que a CBF é um lixo.

Mas nem todo mundo pelos lados do Galo gostou da reação do dirigente, muito menos da de alguns jogadores, como Elias e Ricardo Oliveira, e tampouco da do técnico Thiago Larghi.

Para membros da própria diretoria de Sette Câmara o lance foi “duvidoso”, mas não justifica a reação do presidente nem do treinador, que logo após a marcação se descontrolou e começou a gritar “vergonha”, nem a dos jogadores, que em vez de se posicionarem melhor em campo preferiram reclamar do juiz.

Para eles, o técnico quer jogar uma cortina de fumaça para esconder as más atuações do Galo, que falhou muito no sistema defensivo diante do Verdão e já vinha de derrota para o Grêmio no Sul.

Lamentam ainda que, em vez de falar das falhas do Atlético, todos tenham preferido focar no árbitro, como se o time estivesse jogando um bolão.

E acho que têm razão nas reclamações em relação à postura de Sette Câmara, de Thiago Larghi e também de alguns jogadores.

No Brasil muitos continuam mais atentos ao juiz do que ao jogo em si. Mais preocupados em apitar do que em jogar bola.

E Thiago Larghi não vem fazendo um grande trabalho, muito longe disso.

Fora que tivemos que escutar uma série de besteiras, como as proferidas por Elias, que queria o árbitro de vídeo na jogada. Árbitro de vídeo deveria ser usado sim no Brasileiro, a CBF tem condições de pagar para o ano que vem, mas não seria acionado num lance de falta no meio-campo. Ou seja, mesmo se houvesse o VAR nada teria mudado domingo.

Acho que foi falta no lance? Não, acho que não foi e que o juiz errou, mas a interpretação é subjetiva. Tanto que muitos do Galo falaram em falta “duvidosa”.

E se Sette Câmara tinha alguma razão logo a perdeu ao insultar o árbitro e chama-lo de “ladrão” sem prova nenhuma. Ofendeu e perdeu toda a razão. E, se não gosta da CBF e a considera um “lixo”, que tente mudar a estrutura do futebol brasileiro que precisa de muitas melhoras mesmo. E que os dirigentes de clubes brasileiros em geral deixem de falar amém para tudo o que diz Marco Polo Del Nero, aquele mesmo que foi banido do futebol por corrupção, mas continua a atuar nos bastidores. Tanto que fez seu sucessor e o sucessor de seu sucessor na confederação. A madrasta do futebol brasileiro, como muitos gostam de dizer.



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