A situação de Loss



Osmar Loss continua sendo detonado nas redes sociais mas também em troca de mensagens entre conselheiros ligados ao presidente Andrés Sanchez, que o têm pressionado muito pedindo a saída imediata do treinador.

A avaliação é de que Loss não tem competência para comandar o Timão e já teria demonstrado isso no período em que assumiu o time antes da Copa do Mundo, perdendo mais do que ganhando.

Durante a pausa para o Mundial a direção resolveu mantê-lo, mas boa parte dos conselheiros de situação e oposição também acha que o técnico trabalhou mal no período. E que o Corinthians não se saiu bem contra o Botafogo, só tendo vencido por 2 a 0 graças à excelente atuação de Cássio, e que teria sido um desastre diante do São Paulo.

Um dos conselheiros chegou a definir Loss como “fraquíssimo”. Outro, como “totalmente despreparado”. Um terceiro afirmou que “levou um nó tático de (Diego) Aguirre” e que “errou na escalação (do time)”.

E de fato as principais queixas em relação ao desempenho sábado, quando perdeu por 3 a 1 para o Tricolor, referem-se ao fato de o técnico não ter entrado com Pedrinho e Mateus Vital e ter visto seu setor direito anulado pelo São Paulo desde o início, não conseguindo fazer nada quanto a isso.

O sistema defensivo do Corinthians, muito mal posicionado, e a atitude do time, que “entrou para perder de pouco”, ainda segundo um dos conselheiros próximos de Andrés, demonstrando “covardia”, revoltaram torcedores e dirigentes do Parque São Jorge.

Apesar de tudo, porém, Andrés diz que Osmar Loss está mantido, que goza de sua confiança e que permanece até o final do Brasileiro, independentemente das pressões. Lembra que manteve Tite em situação ainda mais delicada, que o Corinthians está perdendo peças importantes pela necessidade de arrecadar fundos, caso de Rodriguinho, que está de saída, e afirma ainda que o elenco gosta do treinador.

Acha que tudo é questão de tempo e lembra que o Corinthians, além do Brasileirão, tem Copa do Brasil e Libertadores pela frente e não vai se aventurar à essa altura dos campeonatos trocando de técnico, não.

Na quarta o desafio é o Cruzeiro, em Itaquera. Pressão da torcida, especialmente se o elenco não reagir logo no início, é esperada. Não só por parte de Andrés, mas também da comissão técnica e dos jogadores. E Loss já se prepara emocionalmente para possíveis gritos de “burro”. Que têm aparecido também nos jogos do Palmeiras, para Roger Machado, e nos do Santos, para Jair Ventura.

Enfim, o futebol como ele é… E não como poderia ser, certo?



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