Aprender a perder



Uma coisa que a Seleção Brasileira não teve na Copa foi elegância na derrota.

E na vida é importante saber ganhar e também saber perder.

Até me mandaram um daqueles discursos chatos do Tite durante o Mundial, numa das muitas campanhas publicitárias de que participou, falando sobre perder e vencer. Como tinha um outro em que fala que somos uma só voz quando somos tudo, menos uma só voz, inclusive em período de Copa. Mas parece que não avisaram o publicitário que o Brasil é um país rachado e rachado há tempos. Que não somos uma só voz e temos que celebrar a diversidade, coisa que muitos não conseguem fazer.

Até agora os jogadores e a comissão técnica não vieram a público dar uma explicação sobre a derrota, que hoje completa oito dias. Nem nossa principal estrela, que se escondeu nas redes sociais, talvez ainda muito abalada porque suas simulações ganharam repercussão mundo afora. E sua imagem pós-Mundial ficou manchada.

Os jogadores foram mimados demais. Colocados numa bolha. E pelo jeito não se prepararam para uma derrota que poderia acontecer, pois é do jogo. Deram as costas para o torcedor brasileiro, como deu as costas a própria comissão técnica. E isso é feio. Perder faz parte. Saber perder, porém, é para poucos.

Aproveito aqui para parabenizar os belgas, que foram mal diante da França, mas hoje se recuperaram contra os ingleses, outra seleção, aliás, que não foi bem no Mundial apesar do quarto lugar. Deu a sensação de escolher grupo no último jogo da primeira fase, depois fez um papelão contra a Colômbia, com simulações aqui e acolá, muita pressão na arbitragem, nada de fair play e nada de fair play também nas semifinais.

E a Copa, ao contrário do que cantavam seus torcedores, não volta pra casa. A não ser que a casa não seja a Inglaterra e pelo jeito não é mesmo. Pelo menos na Rússia, França e Croácia foram muito mais merecedoras. E que vença o melhor amanhã. Num belo jogo, espero. Esperamos, aliás. Belo em emoção. Belo em técnica. Belo em tática. E que aquele que não ganhar saiba, ao contrário do Brasil, perder. Pois essa é uma das muitas lições que o esporte pode e deve passar.



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