Del Nero quer Tite



Marco Polo Del Nero já conversou com Antônio Carlos Nunes, o coronel Nunes, presidente da CBF, e avisou que quer a permanência de Tite no comando da Seleção Brasileira.

Na avaliação de Del Nero, ex-presidente da confederação e mentor do coronel, Tite é “praticamente uma unanimidade nacional”.

Segundo o ex-dirigente, banido do futebol por corrupção e recebimento de propina, a imprensa quer porque quer Tite. E ela adora o treinador.

Em sua avaliação, um contrato com Tite, pagando inclusive mais do que os quase R$ 1 milhão que, segundo importante dirigente da CBF, o técnico recebe por mês, vai dar paz à Confederação Brasileira de Futebol e ao próprio coronel Nunes nos próximos meses.

Del Nero defende carta branca a Tite no tocante ao futebol, mas nenhuma influência sobre as receitas da CBF, que são milionárias e ficariam nas mãos do coronel, de Rogério Caboclo, que assumirá a gestão da entidade em abril do ano que vem, e, indiretamente, nas do próprio Del Nero. Que, mesmo banido do futebol, segue mandando. Tanto que colocou na presidência o coronel e depois Caboclo, visto como seu candidato. Porque, de fato, era seu candidato, embora Caboclo esteja, há uns tempos, tentando se desvincular de Del Nero.

Para o ex-presidente o trabalho de Tite na Copa não foi uma maravilha, mas, como a imprensa brasileira idolatra o treinador, tanto que mesmo alguns opositores da CBF atribuíram a desclassificação da Seleção ao azar, o melhor é mantê-lo por mais quatro anos. Aliás, quatro anos e meio, já que a Copa no Qatar começará apenas em novembro de 2022.

Segundo um dos interlocutores mais próximos de Del Nero, Tite deveria comandar um projeto da base à equipe principal e isso seria um cala a boca para a opinião pública e os jornalistas que atacam a entidade. Um sinal de modernidade, planejamento e estrutura sólida.

Continuo achando que Tite não é Deus, mas alguns teimam em santifica-lo e Del Nero, que de bobo talvez não tenha nada (será que não?), já percebeu isso. E está disposto a ver a confederação gastar o que tem (não vou dizer o que não tem, já que grana não falta à entidade) para manter Tite no comando e, como pensa o ex-cartola, calar a opinião pública.

Ainda acho que unanimidade é burra. Mas no Brasil… No Brasil tudo, infelizmente, é possível. Até participar de manifestações contra a corrupção usando a camisa da CBF. Como se Del Nero não tivesse sido banido do futebol e continuasse apitando nos bastidores, como se José Maria Marin não estivesse preso em Nova York, como se Ricardo Teixeira não estivesse “exilado” no Brasil para evitar o risco de ser preso no exterior… Meu Deus! E olhem que sou agnóstico…



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