Os belgas mereceram



Não faltou força de vontade do lado do Brasil, mas os belgas mereceram vencer.

Faltou futebol à Seleção. Faltou estratégia. E faltou cabeça no lugar. Para a Bélgica não. Ela jogou com inteligência, explorou os erros dos brasileiros e avançou com méritos às semifinais.

Perdemos para um time muito bom, mas um time vencível, que por pouco não perdeu para o Japão nas oitavas, temos de lembrar. Por muito, muito pouco.

Não adianta agora reclamar do VAR, o arbitro de vídeo, muito menos do juiz em campo. Temos de reconhecer que a Seleção poderia ter feito mais, muito mais. E não fez. Que os brasileiros tiveram muito descontrole emocional, que o próprio Tite sentiu o peso de estar numa Copa do Mundo e não foi no evento aquele técnico ou “comandante” que estávamos acostumados a acompanhar.

Não foi uma grande Copa por parte do Brasil? Não, apesar das boas, mas não brilhantes, atuações diante de Sérvia e depois contra os mexicanos. Deixamos muito a desejar contra a Suíça e especialmente contra a Bélgica.

Não tivemos meio-campo no primeiro tempo e nossa defesa foi falha, mas garra, insisto, não faltou. Pelo menos isso tem que ser valorizado.

Que trabalhemos melhor o emocional para o próximo ciclo, algo que não foi feito para a Copa de 2014 nem para agora, pois mais que alguns achassem que tínhamos em Tite um mestre em psicologia. E não era o caso. Isso ficou claro desde a estreia contra a Suíça, quando vimos uma Seleção muito tensa em campo.

Uma Seleção que fez sim, uma boa Copa. Mas nada de excepcional. Tanto que não vai ser lembrada como a de 1982 nem como a de 1986. Nem chorada como as duas.

Perder faz parte. E também ensina. Pensemos nisso. Mas pensemos de verdade. E bola pra frente.



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