Fechado por motivo de futebol



Um dos livros mais interessantes lançado por ocasião da Copa é o de crônicas do uruguaio Eduardo Galeano, escritor morto em 2015 e que tem o sugestivo nome de “Fechado por Motivo de Futebol”.

A leitura é gostosa e nos leva a textos do autor do clássico “Futebol ao Sol e à Sombra” todos ligados ao esporte pelo qual ele foi apaixonadíssimo.

Na obra temos a oportunidade de ler textos inéditos e vários achados de publicações de Galeano que estavam perdidos por aí.

O nome do livro, inclusive, “Fechado por Motivo de Futebol”, nos remete a um cartaz que colocava na porta de sua casa quando começava o Mundial. Durante o mês todo da Copa parava para ver o maior torneio do mundo de futebol. Como tanta gente que pode faz também.

Todos sabemos que o Mundial de 1950 era o preferido de Galeano, na época um guri chegando aos dez anos de idade.

A paixão pela Celeste mas também pelo futebol brasileiro fica sempre claríssima nos textos do uruguaio e a leitura é obrigatória para quem ama o esporte. A literatura e a história. E a vida.

Por falar em esporte e vida, amanhã dois jogos sensacionais. Um deles o da seleção de Galeano, que pega a França num jogo que promete. Não acho que os sul-americanos entrem como favoritos, mas o Uruguai, um país com poucos mais de 3 milhões de habitantes, segue protagonista no mundo da bola. Com uma equipe com uma garra incrível. E até aqui leal, sob o comando do admirável Oscar Tabarez, o Maestro.

E depois Brasil e Bélgica, outro confronto que promete. O Brasil com uma seleção mais forte, a meu ver, mas os belgas tentando fazer história. A conferir. Sim, a conferir. Primeiro os uruguaios contra os franceses e depois os brasileiros diante dos belgas. Amanhã muitos estarão fechados mais uma vez. Por conta do futebol. E da Copa. E do Uruguai. E depois do Brasil.



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