Pena, Schmeichel



Pena, mas muita pena mesmo a derrota da Dinamarca.

Sou muito fã de Kasper Schmeichel, um dos melhores goleiros do mundo. Como também foi seu pai, Peter Schmeichel.

Em 1998, na Copa da França, tive oportunidade de entrevista-lo, o pai, claro, para a “Folha de S.Paulo”, e lembro que conversamos um bocado sobre piano e música clássica. O pai de Peter, salvo engano, avô de Kasper, portanto, era pianista e Peter também tocava e tocava bem. Mas acabou se dedicando ao futebol, fazendo muito sucesso no Manchester United.

Já Kasper começou no City, o rival do United, também fez história no futebol inglês e liderou a Dinamarca no Mundial da Rússia. Defendeu um pênalti na prorrogação contra a Croácia, mais dois na disputa por pênaltis, mas lamentavelmente os dinamarqueses bateram mal e erraram três vezes. Acabaram eliminados da Copa.

Gosto muito da Dinamarca, um país incrível, baixíssimo índice de corrupção, ao contrário do Brasil, onde muitas coisas têm que ser combatidas. Muitas mesmo. Porque futebol é importante e muito legal, mas o mundo é mais do que uma bola e disso não podemos nos esquecer jamais. O mundo também é saúde, educação, solidariedade, respeito aos direitos humanos, ao diferente, compaixão, empatia, perdão… E se não é, bem, se não é deveria ser.

E amanhã que venha o México. Meu palpite? Acho que temos tudo para passar e passar bem, mas fico no óbvio: precisamos respeitar muito os mexicanos, pois essa Copa já mostrou que ainda temos uns bobos no futebol, mas cada vez menos, cada vez menos. E de bobos os mexicanos não têm nada, embora saibam que os brasileiros entram com favoritismo. Mas vão ter que jogar bola, pois ninguém ganha de véspera. Não mesmo.



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