Tite manda bem



Tite foi muito bem na coletiva de imprensa após a vitória contra a Sérvia.

Muito mais leve do que na estreia, quando sentiu a tensão de entrar numa Copa do Mundo e seus comandados também, o treinador tem razão ao dizer que a expectativa em relação à Seleção Brasileira era muito alta. O que aumenta a responsabilidade dos jogadores e da própria comissão técnica.

É natural que seja assim. Pelo histórico da Seleção, única pentacampeã, pela camisa, pela campanha nas eliminatórias e pelos últimos amistosos, quando apresentou um belo futebol.

Mas ele está certo ao dizer que num Mundial tudo é diferente. Pois é mesmo. Uma competição à parte. Sete jogos apenas, quatro dos quais eliminatórios. E, no caso do Brasil, cinco, pois se tivéssemos perdido ontem já era.

Tite tem que trabalhar um dia por vez. E é o que vem fazendo. Errou? Sim, deu para perceber nesse início de Mundial. Mas também acertou muito mexendo bem no time contra a Costa Rica e ontem de novo, quando a Sérvia começava a querer mandar na partida.

Se vamos passar pelo México? Não sei, imagino que sim, mas a partir de agora não é fácil fazer prognósticos. E surpresas acontecem, vide o que aconteceu com a Alemanha.

Futebol não é uma ciência exata. Isso que muitos parece que teimam em não entender. E o acaso, a fatalidade, o imponderável, enfim, fazem parte do jogo. E podem decidi-lo para um lado ou outro.

Fora que, como bem colocou também ontem Tite, numa Copa e numa Seleção as relações humanas contam muito. Você tem que administrar o vestiário. E o do Brasil começou tenso na Copa, inclusive pelas cobranças à sua principal estrela. E também devido às contusões e ao fato de que quase todos gostariam de jogar. Mas não dá para colocar mais de 14, aí inclusas as substituições, em campo.

Vestiário ganha jogo sim. E perde também. Basta lembrar da Argentina, que vive um caos com seu treinador, que virou uma verdadeira rainha da Inglaterra. Só que uma rainha antipática para muitos. Inclusive para boa parte do grupo.

Mesmo assim os argentinos não estão mortos, não. Eles contam com um dos três principais jogadores do mundo. Têm camisa. Têm torcida. E têm muita garra. Sangue, suor e lágrimas. Pegam os franceses, que entram como favoritos, OK, mas podem vencer, por que não? Sim, podem. E como podem. Como nós também podemos segunda diante dos mexicanos. Mas todo cuidado é pouco. Pois não se ganha de véspera. Felizmente disso Tite sabe. E isso é bom. Muito bom, aliás.



MaisRecentes

A matemática do futebol



Continue Lendo

A melhor do mundo



Continue Lendo

Aprender a perder



Continue Lendo