O novo Neymar



Muito bom ver a principal estrela da Seleção Brasileira com uma nova postura em campo. Sem simulações e sem querer apitar o jogo.

Neymar escutou muito Sylvinho, ex-lateral-esquerdo do Corinthians e do Barcelona e auxiliar de Tite na Seleção, e conseguiu mudar de comportamento diante da Sérvia, 2 a 0 que classificaram o Brasil para as oitavas de final.

Tite e o pai do jogador também conversaram bastante com o atleta, que vinha muito incomodado com os comentários nas redes sociais sobre o cai-cai que marcou suas atuações nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa e resolveu mudar. E mudou. Pelo menos hoje.

Diante da Sérvia, teve boa participação, dando assistência para o gol de Thiago Silva e fazendo as pazes com o zagueiro, que o criticara após a vitória diante da Costa Rica. Por Neymar ter condenado o fair play do companheiro naquela partida.

Não foi um grande futebol o apresentado pelos brasileiros contra a Sérvia? Não. Mas quem tem jogado muito em todos os jogos nessa Copa, tirando Inglaterra e Bélgica, que pegaram duas seleções fracas até aqui, e a Croácia, que mandou bem em toda a fase de grupos? O México, que hoje levou de três da Suécia? A Espanha, que sofreu diante do Marrocos? A Argentina, que se classificou no sufoco e até aqui é um caos total? A Alemanha, humilhada pelos sul-coreanos? O Uruguai, que apesar dos 100% de aproveitamento teve dificuldades diante de Egito e Arábia Saudita? Portugal, que tem sido Cristiano Ronaldo mais dez?

Enfim, uma Copa muito interessante na fase de grupos, tirando França e Dinamarca, que fizeram um papelão no empate por 0 a 0, resultado que era bom para as duas, e simplesmente não entraram em campo? Lembrando um empate de Alemanha e Áustria, muitas Copas atrás, num típico jogo de compadres?

De interessante, além da mudança de Neymar, a postura de Galvão Bueno, que tinha descontentado os parceiros do atacante e Juninho Pernambucano ao comentar a atuação do jogador diante de Costa Rica. Desde o início evitou criticar o atacante, mesmo quando Casagrande observou, e observou bem, que, na reunião dos jogadores antes da entrada em campo, Neymar, o último a aparecer, não estava presente. Talvez esteja selada aí a paz dos amigos de Neymar com Galvão Bueno.

E que venha o México segunda. Como diz Galvão, haja coração! Porque futebol, aquele futebol vistoso, digo, ainda estamos devendo. Ou não?



MaisRecentes

A matemática do futebol



Continue Lendo

A melhor do mundo



Continue Lendo

Aprender a perder



Continue Lendo