A falta de um líder



A direção da CBF anda preocupada com a falta de um líder na Seleção.

Rogério Caboclo, que sucederá o coronel Nunes na presidência da entidade ano que vem, confidenciou a interlocutores que acha que o Brasil não tem um comandante dentro de campo e esse é um dos problemas da equipe canarinho na Copa da Rússia.

Para ele, Marcelo poderia exercer tal função, mas não é que tem acontecido. Até porque o lateral tem se mostrado afoito e até aqui não está conseguindo passar tranquilidade a seus companheiros.

Miranda seria outra possibilidade, mas o zagueiro também começou o Mundial titubeante.

Neymar, a grande estrela brasileira, reclama demais da arbitragem e tem demonstrado muito descontrole emocional. Poderia ter sido expulso contra a Costa Rica, jogo em que ficou mais preocupado em falar palavrões e xingar o juiz do que em jogar bola, apesar de ter marcado no final.

Thiago Silva, que ganhou a braçadeira justamente contra a Costa Rica, desde a Copa de 2014 deixou claro que controle emocional não é seu forte.

Tite, pelo jeito, tinha a esperança de que algum de seus comandados assumisse o papel de líder durante o Mundial, mas, depois dos dois primeiros jogos ,ninguém, nem Philippe Coutinho, melhor jogador brasileiro na Copa até o momento, conseguiu dar um pouco de “aconchego” a seus companheiros. E passar-lhes tranquilidade.

Talvez por isso Tite continue com o rodízio da braçadeira, em cada jogo com um atleta diferente. Primeiro Marcelo, depois Thiago Silva, aguardemos agora contra a Sérvia, partida decisiva de quarta. Mas aguardemos também, mais do que isso, que alguém assuma de fato a função de acalmar os ânimos no gramado, caso contrário teremos um ou outro suspenso, risco que Neymar e Coutinho, “amarelados” no último jogo, já correm. Isso, evidentemente, se passarmos pelos sérvios, lembrando que um empate já basta.



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