O voto de Del Nero



Cesarino Oliveira, presidente da Federação do Piauí e delegado brasileiro no Congresso da Fifa em Moscou, insiste que o coronel Nunes, folclórico presidente da CBF, equivocou-se ao votar no Marrocos e não na candidatura United 2026 para sede do Mundial.

Segundo Oliveira, a CBF ia votar em Estados Unidos, México e Canadá, conforme acordo feito entre os integrantes da Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol, que votou em bloco na candidatura da América do Norte. Mas, na hora do voto, o coronel se confundiu e votou no Marrocos.

O presidente da CBF, porém, disse que não houve equívoco nenhum e lembrou que o México já recebeu duas Copas, os Estados Unidos, uma, e que agora era a vez do Marrocos.

E de fato ele não se equivocou. Quem pediu para que não votasse nos Estados Unidos foi Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF que foi banido do futebol por suborno e corrupção. Mas o motivo foi outro.

Del Nero culpa os norte-americanos pelas investidas de maio de 2015, que levaram parte da cúpula da Fifa à prisão ou ao afastamento do futebol. Inclusive José Maria Marin, ex-presidente da CBF.

Por pouco não levam Del Nero para o mesmo caminho, mas o então mandatário da CBF pegou às pressas um voo para sair da Suíça, voltar ao Brasil e nunca mais deixar o país. Porque se o fizer corre o risco de ter o mesmo destino de Marin, preso há mais de três anos.

Para ele os norte-americanos não se conformaram por não terem conseguido abrigar a Copa, indo a de 2018 para a Rússia e a de 2022 para o Qatar, o que revoltou muita gente do futebol que viu compra de votos no processo. Indignados, os Estados Unidos teriam acionado o FBI para investigar e deu no que deu.

Banido do mundo da bola, Del Nero, que foi quem alçou o coronel Nunes á presidência da CBF até abril do ano que vem, estaria tristonho. Depressivo. Vendo a Copa pela TV…



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