Anticlímax



Na véspera do início da Copa da Rússia o clima no Brasil segue de anticlímax em relação ao Mundial.

Muitos veem o torneio com indiferença e já escutei vários dizendo que vão torcer contra a Seleção, seja por não irem com a cara de Neymar e o considerarem um garoto mimado, seja por estarem cansados das falcatruas que marcaram as últimas gestões da CBF ou porque há coisas mais importantes com as quais se preocupar, como a avassaladora crise político-econômica que tomou conta do país. Desemprego que não quer ceder, poder de consumo em queda, governo sem credibilidade nenhuma, caos social…

Mesmo o técnico Tite, que parecia unanimidade nacional e desenvolve até aqui ótimo trabalho com a Seleção, é alvo de críticas. Pelo salário, que segundo um dos integrantes da CBF chega a quase R$ 1 milhão por mês, pelo fato de ter beijado Marco Polo Del Nero, banido do futebol por corrupção, ou pelas chatas aparições em propagandas de TV com aquele discursinho de autoajuda.

Os patrocinadores da CBF veem a fase com preocupação, a indiferença popular e até a ira de alguns contra a Seleção, que tem 20 dos 23 convocados atuando fora do país, inquietam os parceiros da entidade. Mas eles acham que a situação pode mudar a partir de domingo, quando o Brasil estreia contra a Suíça. Acreditam que, apresentando bom futebol e avançando de fase, a Seleção ainda pode cair no gosto popular. Será?

Por enquanto a velha política do pão e circo não pegou, pelo menos na véspera da abertura da Copa. E por mais que o Brasil faça uma bela campanha e espero que faça talvez não pegue. O que não deixa de ter seu lado positivo. Futebol é bacana etc. e tal, mas comida na boca é mais importante que uma bola no gol. E boa parte da população, pelo jeito, se deu conta disso.



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