Ataques a Karius



E não é que o goleiro do Liverpool segue sendo alvo de ataques e ameaças de tudo quanto é lado?

Depois de falhar em dois dos três gols do Real, sábado, pela final da Liga dos Campeões, Loris Karius virou alvo fácil. E passou a ser atacado covardemente pelas redes sociais, mas também por cartas enviadas ao clube inglês.

Numa delas é acusado, sem prova nenhuma, de ter sido comprado por um grupo tailandês ligado ao mundo das apostas e de ter falhado propositalmente nos dois gols.

Falhas acontecem, o que não quer dizer que o goleiro alemão seja “mão de alface”, como insistem alguns, nem que entregou propositalmente o jogo ou que entrou sem foco na grande final.

Mesmo os que entram focados podem errar. Errar, afinal, é humano. Ou não?

Mas na sociedade do ódio em que vivemos (e não só no Brasil) massacres midiáticos viraram algo comum. E empatia e compaixão, raridades hoje em dia.

Grave considero a postura de Sergio Ramos, zagueiro espanhol que puxou pelo braço o egípcio Mohamed Salah, travando seu braço direito e ocasionando uma lesão grave que pode tirar o rival da Copa da Rússia.

O que aconteceu com Karius ou com o corintiano Mantuan, domingo diante do Inter, é uma outra história.

Pior é ver a Uefa, entidade que comanda o futebol europeu e já foi presidida por Michel Platini (ele mesmo, o amigão de Joseph Blatter e Cia.), dizer que não aplica sanções para casos de conduta grave não vistos pela arbitragem. Não mesmo? A lamentar e a torcer para que os protestos dos egípcios resultem, sim, pelo menos em julgamento de Sergio Ramos. E sim de preferência em punição. Pois a atitude do espanhol sim é grave. Com Karius e Mantuan a história, insisto, é outra. Pelo menos até que se prove o contrário.



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