Brigas no Verdão



Um grupo de conselheiros do Palmeiras, boa parte deles ligados a Paulo Nobre ou Mustafá Contursi, resolveu intensificar os ataques à Leila Pereira, dona da Crefisa.

O grupo ficou revoltado com as últimas declarações da patrocinadora do Verdão e acha que ela quer “comprar” a presidência do clube. Ou seja, que está investindo apenas para chegar ao poder em 2021, quando se tornaria, como eles dizem, “dona” do Palmeiras.

O contrato entre a Crefisa e o Verdão foi modificado após uma fiscalização da Receita e os valores injetados para a compra de atletas agora é considerado empréstimo, o que revoltou muita gente pelos lados do Palestra.

Hoje o clube estaria devendo cerca de R$ 120 milhões à Crefisa, mas Leila se defende dizendo que paga cerca de R$ 100 milhões por ano, valor bem acima do de mercado, que, segundo ela, seria de R$ 30 milhões.

A defesa da conselheira causou mais irritação e questionamentos. Por que alguém coloca mais do que o triplo do necessário? A troco de nada ou por conta de um plano megalomaníaco, como dizem alguns, de poder?

Ela também culpa uma pessoa de dentro do clube pela denúncia à Receita. Mas se a Receita fez uma fiscalização e o contrato teve que ser alterado, dizem os opositores da patrocinadora, é porque havia algo de errado no acordo entre as partes.

Os conselheiros que atacam Leila reclamam ainda de interferência da patrocinadora no departamento de futebol, o que ela nega. Dizem que ela já atua como uma espécie de primeira-ministra no Palestra. Com poderes, na prática, maiores do que o do atual presidente, de quem é aliada, aliás. Mauricio Galiotte, aliás, o atual mandatário, perdeu o apoio de seu antecessor, Paulo Nobre, justamente pela relação que tem com Leila. Ele defende a patrocinadora, enquanto hoje Nobre a ataca.



MaisRecentes

Deuses da Bola



Continue Lendo

Galo pega fogo



Continue Lendo

Cornetas no Palestra



Continue Lendo