O rigor da arbitragem



O Departamento de Arbitragem da CBF quer que os juízes de futebol passem a atuar com mais pulso e comecem a impedir que os jogadores reclamem de tudo, cerquem-nos a cada lance polêmico e prejudiquem o andamento dos jogos.

A orientação já começou a ser passada aos árbitros, que devem agir com mais pulso e rigor nas próximas rodadas. Pelo menos é o que espera a CBF.

Diferentemente do que costuma acontecer em jogos da Europa, por exemplo, no Brasil temos visto a cada marcação controversa atletas peitando os juízes, gritando, reclamando e paralisando a partida. Vários lances foram separados, alguns com mais de dez jogadores atrás da arbitragem, para serem mostrados aos juízes, cenas que devem, pelo menos em tese, ser evitadas daqui em diante.

Um exemplo foi na final do Paulista, no clássico Palmeiras e Corinthians, quando um pênalti chegou a ser anotado pelo Verdão e, após muita polêmica e quase dez minutos de paralisação, o árbitro voltou atrás.

A instrução para os juízes é não economizarem cartões na hora das reclamações excessivas, a fim de começarem a mudar a cultura dos jogadores no Brasil. O que não vai ser tão simples nem fácil, não. Não me espantaria se tudo continuar como está…

Os clubes e os treinadores, afinal de contas, parece que concordam com a atitude dos atletas de protestar, protestar e protestar. E os primeiros, vale lembrar, recusaram o árbitro de vídeo na Série A do Brasileirão. O que ajudaria e muito o juiz.



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