Del Nero barrado



Marco Polo Del Nero, aquele que não sai do Brasil com receio de ser preso, não vai se encontrar com a Seleção Brasileira antes de o time partir para a Europa e a Copa da Rússia.

Banido do futebol por corrupção, o ex-presidente da CBF queria se despedir dos comandados de Tite e desejar-lhes boa sorte no Mundial. Mas foi convencido de que não é o melhor a fazer, já que a punição da Fifa o impede até de entrar na sede da confederação, segundo entendimentos de integrantes da entidade.

Rogério Caboclo, que foi eleito novo presidente da entidade e assumirá o posto em abril do ano que vem, quer se afastar aos poucos de seu “criador”. E não quer ser visto como pau mandado, imagem que tem o presidente interino, o folclórico coronel Nunes, que ocupou o lugar deixado por Del Nero.

O ex-presidente acha que seria bem recebido pelos jogadores e pelo técnico Tite, o que é questionável. Apesar de ter beijado Del Nero depois que assumiu o cargo na Seleção, Tite não é fã do dirigente, tanto que assinara um manifesto contrário ao então presidente quando ainda não havia sido convidado para comandar o Brasil.

Del Nero também acha que seria uma forma de mostrar que não concorda com a decisão da Fifa e de continuar se dizendo inocente e vítima de perseguição. Sua defesa, aliás, disse que vai recorrer até as últimas instâncias, leia-se Tribuna Arbitral do Esporte, na Suíça, de onde ele saiu correndo em 2015, assim que soube da prisão de seu parceiro José Maria Marin.

Caboclo, porém, já fez chegar aos ouvidos de Del Nero e do coronel Nunes que é melhor o ex-presidente continuar na moita e não se meter com Tite e seus comandados. E é o que ele deve fazer.

Foi trabalhando na moita e atuando nos bastidores que Del Nero fez de Caboclo o futuro mandatário da confederação, tendo oposição de Corinthians, Atlético-PR e Flamengo, mas apoio dos demais clubes das Séries A e B e das federações estaduais.

A ligação entre os dois, no entanto, não deve durar muito e a tendência é Caboclo alçar voo próprio. O que já estaria começando com o veto à presença de Del Nero, que assim não vai se despedir nem de Tite nem de seus comandados.



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