São Paulo em parafuso



O São Paulo definitivamente entrou em parafuso. O empate de ontem diante do Ceará, primeiro 0 a 0 do Brasileiro-2018, deixou indignados conselheiros, torcedores e parte da própria diretoria, revoltados com a pífia atuação do time.

Um grupo de conselheiros, que costumam trocar mensagens durante os jogos do Tricolor, não parou de criticar Diego Aguirre, que parece perdido no Morumbi desde que foi contratado como treinador.

Outro grupo pede a saída do trio de ex-jogadores formado por Raí, Ricardo Rocha e Lugano, que têm feito uma trapalhada após a outra, tanto que há conselheiros que os chamam de “Três Patetas”.

Raí, principalmente, é alvo das cornetas há tempo. E acusado de não saber contratar, além de ter apostado errado em Dorival Júnior no início do ano e agora de novo em Diego Aguirre, contratação que teve o dedo de Lugano também.

O caso Diego Souza, que custou R$ 10 milhões aos cofres tricolores, é considerado absurdo. Aposta errada e precipitada, segundo muitos, que acham que o clube poderia tê-lo contratado por muito menos. Idem em relação ao goleiro Jean, que amarga a reserva e custou outros R$ 10 milhões ao Tricolor.

Alguns viram má vontade do grupo ontem, em Fortaleza, enquanto outros acham que o São Paulo se apequenou e foi covarde, limitando-se a tentar segurar o empate no segundo tempo.

Vale lembrar que, nas mãos de Aguirre, o time caiu nas semifinais do Paulista para o Corinthians e foi eliminado na quarta fase da Copa do Brasil para o Atlético-PR, jogo em que fez 2 a 0, cedeu o empate para o rival e por pouco não sofre a virada.

A avaliação é de que hoje o São Paulo não tem mais o respeito de ninguém, inclusive quando joga no Morumbi.

Mas as críticas não param por aí. E atingem fortemente também o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, que estaria perdido na direção.

Que o problema do São Paulo é de gestão não se discute, mas quando um jogador diz que pode ter jogado mal ontem por conta da chuteira e o treinador aponta o calor como um dos possíveis motivos para a fraca atuação a situação fica mais grave ainda. E os conselheiros, mais indignados também ao verem o time virar a quarta força do Estado. Atrás de Corinthians, Palmeiras e Santos.



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