Elogios a Aguirre



Diego Aguirre foi chamado de burro antes do início do segundo tempo, quando a torcida percebeu que Valdívia não voltaria para a etapa final contra o São Caetano, mas recebeu elogios de um grupo de conselheiros que passam o jogo trocando mensagens.

Valdívia não voltou porque estava contundido e Aguirre conseguiu mudar o time na segunda fase, explorando mais as laterais do campo e acertando com Diego Souza, que entrou no final para marcar o segundo gol tricolor e classificar o São Paulo para as semifinais.

Com Aguirre, Diego Souza, que vinha em baixa e já dá como descartada a chance de ir com a Seleção para a Copa, deve jogar um pouco mais recuado, indo à área apenas quando necessário.

O uruguaio quer o Tricolor menos parado em campo e irá treinar a movimentação do grupo, a troca de posições e o passe rápido nos próximos dias.

Ontem ele foi elogiado por conselheiros de diferentes correntes, especialmente pelo diálogo com outros membros da comissão técnica e por estar aberto à conversação. E a ouvir. O que é raro.

No primeiro tempo, porém, não faltaram críticas a Raí e Ricardo Rocha, cujo trabalho no futebol vem sendo muito contestado, e ao presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, que estaria perdido no comando.

Aguirre, mesmo hostilizado pela torcida, foi poupado pelos conselheiros. E com razão. Ontem fez apenas seu segundo jogo no Tricolor. Pedir sua saída é prematuro demais. Mas tem torcedor que não tem a menor paciência. A menor. Embora, pelo jeito, já tenha percebido que o problema do São Paulo é de gestão. E não é de hoje. Então quem deve explicações é mesmo Leco e não Aguirre.



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