Arbitragem no Timão



Nos bastidores do Corinthians segue a celeuma por conta do estádio, que membros da cúpula do Timão admitem que se tornou impagável.

Só a Caixa Econômica Federal exige mais de R$ 1 bilhão do clube paulistano.

A oposição, que se dividiu nas eleições e “deixou” Andrés Sanchez, deputado federal pelo PT-SP, voltar ao poder, não para de discutir o estádio desde que a derrota foi consumada.

Uma ala forte da oposição passou a dizer que não quer mais trabalhar com a Odebrecht, atolada até o pescoço na Lava Jato e responsável pela construção da arena. Quer que o caso seja resolvido na Justiça e que o clube jogue firme contra a empreiteira. Alega que não há condições de seguirem juntos, Corinthians e Odebrecht, e que a construtora jogou o nome do clube na lama, afetando sua credibilidade no mercado.

A Odebrecht, vale lembrar, é acusada no Timão de ter superfaturado a obra, de não ter entregue tudo o que prometeu inicialmente. além de ter sujado o nome do clube.

Representantes da empreiteira lembram, porém, que Andrés, presidente na época em que o estádio se viabilizou, participou de todas as reuniões e da engenharia financeira para que a arena depois fosse quitada pelo clube e que de nada pode reclamar.

Nas últimas horas, no entanto, alguns integrantes da situação procuraram aliados de Antonio Roque Citadini e Paulo Garcia, derrotados nas eleições corintianas, atrás de uma saída conjunta para o estádio. E que passaria pela questão da arbitragem entre Timão e Odebrecht. Uma análise dos contratos já existentes e, apenas a partir daí, uma negociação entre as partes.

Pressionado, Andrés admite, nos bastidores, que a arbitragem pode ser uma saída sim para o clube. Tem dito que, desde o início, todos sabiam que a arrecadação da arena seria usada toda para paga-la, embora, mesmo com todo o dinheiro da renda, o preço continue subindo, subindo e subindo por conta dos juros.

Tem dito também que vender os naming rights se tornou mesmo uma novela, que já completou seis anos sem solução, porque boa parte da mídia passou a chamar o estádio de Itaquerão, dificultando qualquer negociação. Fora a situação do país, quebrado, que vai de mal a pior. De mal a pior… Mas será que a mídia e a crise do país são as únicas responsáveis pela dívida gigantesca da arena corintiana? Parece que não, apesar de Andrés insistir que sim…



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