Palmeiras refém?



O grupo de Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, anda preocupado com a atuação da Crefisa no Verdão. Parceira do Palestra, a empresa mudou seu acordo com o clube depois de ter enfrentado problemas com a Receita Federal.

A Receita notificara a patrocinadora sobre impostos que não foram recolhidos relacionados à contratação de jogadores.

A Crefisa paga cerca de R$ 78 milhões anuais ao clube pelo patrocínio e gastou mais de R$ 120 milhões nos últimos anos para contratar jogadores e reforçar o Palmeiras.

As contratações eram registradas como despesas, o que reduzia o lucro da parceira do Verdão e a quantia a ser paga em impostos.

Antes do problema com a Receita a Crefisa contratava atletas para o Verdão numa espécie de financiamento com risco zero, já que o clube não era obrigado a devolver o investimento feito pela empresa em contratações. Agora não mais. Passou a tratar os reforços como um empréstimo com juros baixos, mas não mais um financiamento com risco zero, como se dizia no Palestra. Mas o Palmeiras tem um bom tempo para devolver o dinheiro: dois anos de prazo.

Mesmo assim Paulo Nobre e seu grupo de apoio acham que a situação piorou para o clube, o que é verdade, e reclama que o Verdão deve quase R$ 120 milhões à patrocinadora, cuja presidente, Leila Pereira, é conselheira do clube e sonha em ser presidente.

Reclamam ainda de efeito retroativo da mudança de contrato entre as partes, feita por meio de aditivos, e lembram do risco que passou a existir caso o clube não consiga negociar depois os atletas contratados pela Crefisa.

Eles veem também o Palmeiras como refém da patrocinadora e com sérios problemas se um dia ela sair, como aconteceu no caso do Fluminense com a Unimed, por exemplo. E caso não saia acham que a questão continua mal resolvida. Porque a Crefisa é quem teria passado a dar as cartas no Verdão. O que, em tese, não é nada bom.



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