Mudança de vida



Outro dia li na “Folha” artigo de Hélio Schwartsman em que o articulista dizia que “para o bem e para o mal o homem é um bicho hipersocial (…), que é do convívio com os pares que extraímos regras de conduta, valores e até o sentido da vida”. “Num contexto social em que quase todo mundo fuma o jovem provavelmente também irá fumar. Num contexto em que todo mundo rouba, o mais provável é que o indivíduo também roube.”

Será mesmo assim? Possivelmente. Mas quero deixar aqui uma reflexão. As coisas podem ser diferentes. Há outras saídas. Sempre há. E podemos mudar ou começar a mudar com novas relações humanas. E também com a prática de esportes, que podem, pelo menos em tese, desenvolver disciplina e respeito ao próximo. Nem sempre, nem sempre, ainda mais num mundo capitalista e mercantilizado como o nosso. Mas com boa orientação podemos conseguir mudanças positivas, sim.

Quero, então, deixar essa reflexão aqui para vocês “apenas” pensarem a respeito. Não é preciso comentar. Que reflitam “apenas”. Porque mudanças podem acontecer. Dentro e fora do esporte. Não temos que repetir padrões nem procedimentos do passado. Que o digam experiências feitas na Islândia, em que atividades esportivas e culturais deram um sentido à molecada, afastando-a um bocado de bebedeiras e das drogas. Isso também pode ser feito no Brasil. E será. Pelo menos uma ONG está interessada em replicar o projeto islandês no nosso país. E acho válido. Onde não tem Estado que nós, da sociedade civil, ajudemos a promover uma mudança. É possível. Com esporte e cultura é possível, sim.



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