Aperto dos patrocinadores



A CBF começou a sofrer forte aperto de seus patrocinadores, que passaram a cobrar explicações sobre os escândalos em que a entidade está metida, atolada que está em denúncias de corrupção que afastaram seu presidente do esporte por 90 dias.

Marco Polo Del Nero foi punido pela Fifa por 90 dias acusado de participação em esquema de propina em venda de direitos de TV. Assim como seu antecessor, José Maria Marin, preso em Nova York.

Nos bastidores Del Nero tem sido pressionado a renunciar por pelo menos três dos maiores patrocinadores da CBF, que não veem no dirigente condições de seguir no comando depois de tantas denúncias.

De 2015, quando o cartola assumiu a presidência, pra cá seis das patrocinadoras da Seleção se afastaram da CBF.

Vale lembrar que foi em maio daquele ano que Marin foi preso e Del Nero, com receio de ser preso fora do país, voltou correndo da Suíça ao Brasil e nunca mais deixou o território nacional.

Del Nero foi o único presidente da federação a não comparecer ao sorteio dos grupos da Copa da Rússia, realizado dias atrás, o que incomodou os principais parceiros da confederação, como Gol, Mastercard e Vivo, embora eles tenham evitado tocar publicamente no assunto.

Liderados pelo Itaú, um dos patrocinadores da Seleção e adepto do Pacto pelo Esporte, que tem a participação, entre outros, do grupo Atletas pelo Brasil e objetiva melhorar as práticas de governança esportiva no Brasil, os parceiros da CBF esperam uma mudança nos métodos de trabalho da confederação. Que é controlada por um grupo que evitar a todo custo largar o osso.

Eles querem também maior transparência e começam a pregar, nos bastidores, a rotatividade no poder, evitando casos, como o de Ricardo Teixeira, outro atolado em denúncias nos Estados Unidos, que ficou no comando por mais de duas décadas e também não sai mais do Brasil.

Del Nero tem dito que é inocente de todas as acusações contra ele e a CBF alega que tem um setor de compliance, boa governança, que trabalha muito bem.

Com o dirigente afastado, o poder passou para as mãos de Antonio Carlos Nunes, 79, vice-presidente mais velho da entidade. Quer dizer, passou em termos, porque o cartola entrou pelas portas do fundo na CBF para evitar que Delfim Peixoto, opositor de Del Nero, assumisse a presidência.

Peixoto morreu ano passado no voo da Chapecoense e o coronel Nunes, como é chamado o presidente em exercício da CBF, obedece cegamente o presidente afastado. Que, mesmo punido, segue mandando e desmandando. Até quando?

PS. Desejo boas festas a todos e desde já um ótimo 2018 a vocês. Volto a postar em 8 de janeiro do ano que vem. Até lá então e um grande abraço a todos, João



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