A grana de Nuzman



O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil Carlos Arthur Nuzman, preso no Rio acusado de compra de votos na eleição da Rio-2016, está tendo suas contas devassadas. Aqui e no exterior.

Os investigadores querem analisar as fontes de recursos do ex-dirigente, que teve expressivo crescimento patrimonial nos últimos anos.

Desde os anos 90, quando assumiu a presidência do COB, o discurso de Nuzman sempre foi de que ganhava dinheiro com atividades particulares, como prestação de serviços advocatícios, embora jamais tenha detalhado quais foram. Pelo menos para a imprensa.

Mais recentemente estaria faturando com palestras também, embora quais exatamente não se saber.

Autoridades suíças estão ajudando nas investigações e as contas do COB e do Comitê Organizador Rio-2016 serão analisadas minuciosamente, até porque o segundo está no vermelho. E não faltam credores.

O COB e as confederações olímpicas brasileiras vivem de dinheiro público, oriundo das loterias, embora Nuzman gostasse de dizer que se tratava de grana dos apostadores e não verba pública, argumento rebatido por diversas autoridades em direito.

Além do COB, portanto, as contas das confederações devem passar por um pente fino nos próximos meses, inclusive porque várias já se viram envolvidas em escândalos.

Entre as várias explicações que Nuzman terá que dar, ele que não era remunerado como dirigente, é a tentativa de usar recursos do Co-Rio para pagar sua defesa no caso que o levou à prisão.

O caso, enfim, é complicado pacas. Porque envolve aquele que era o principal dirigente esportivo do país até pouco tempo e que comandou o COB e o esporte olímpico, mamando nas tetas do governo, por mais de 20 anos…



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