O assédio do Verdão



A ofensiva do Palmeiras para contratar Richarlison, que pediu para não jogar pelo Fluminense sábado contra o próprio Verdão, causou enorme desconforto não apenas na equipe carioca.

Dirigentes de Corinthians e São Paulo manifestaram preocupação antes do clássico entre os dois ontem em Itaquera com as posturas do Palmeiras e de Richarlison. Acham que, se a moda pegar, o Palestra e sua patrocinadora irão em cima de jogadores de outros times brasileiros, inclusive os dois paulistas, já que está cheio de grana e causará muitos problemas no futebol nacional.

Cuca bem que tentou explicar para Abel Braga que o negócio seria bom para Palmeiras e Fluminense, que receberia um, dois ou até três jogadores de bom nível para o lugar de Richarlison, mas tanto o técnico do Flu quanto a direção do clube carioca viram a postura do Palmeiras como infeliz, para dizer o mínimo. E acham que o jogador desrespeitou o Fluminense ao pedir para não jogar, avaliação com a qual concordo.

Cuca saiu do jogo de sábado dizendo que Abel entendeu seus argumentos e que qualquer rusga que tenha ficado deveria ser acertada entre o Fluminense e os empresários do jogador, mas não é bem assim. O Fluminense foi pego de surpresa pela atitude do atleta e pela ofensiva do Verdão, que havia procurado a diretoria do clube carioca tempos atrás e agora teria preferido fazer contato, primeiro, com os empresários de Richarlison, pegando os cariocas de surpresa.

O Verdão dá outra versão para o episódio, dizendo que fez a proposta na terça passada para presidente e diretor de futebol do Flu e que, embora na reunião estivessem os empresários também, a proposta foi feita diretamente para o presidente.

Nas Laranjeiras, porém, ninguém acredita que os empresários de Richarlison tenham ido ao encontro sem saber previamente da proposta. E acham que a decisão de o jogador não atuar no sábado foi tomada de antemão, o que pode colocar o atleta em mãos lençóis diante da torcida tricolor. E já colocou, diga-se de passagem.

Seja como for o Palmeiras seguirá no ataque, já que Cuca não quer apenas mais um atacante e pode pedir até mais dois reforços para completar o elenco para 2017. Lembrando que o atual não foi ele que escolheu, mas Alexandre Mattos, consultando Eduardo Baptista, treinador que caiu há semanas para dar lugar ao próprio Cuca. Que chegou dizendo que os 11 titulares do grupo que tem em mãos são mais fracos do que os 11 que tinha no ano passado, quando foi campeão brasileiro pelo Palestra.



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