Seguranças do Verdão



O Ministério Público do Uruguai, que suspendeu três jogadores do Peñarol como torcedores em estádios e ainda quer ouvir Felipe Melo sobre as brigas da última quarta, pretende averiguar como 19 seguranças do Palmeiras tinham acesso ao campo de jogo e quem os credenciou.

A responsabilidade pelo credenciamento não é do clube brasileiro, mas do Peñarol e da Conmebol, que autorizaram a presença dos 19 seguranças no estádio. Sem eles, aliás, poderia ter ocorrido uma tragédia em Montevidéu, pois não havia policiamento nem segurança suficiente no local.

O Peñarol segue culpando Felipe Melo e os seguranças do clube brasileiro pelo tumulto, mas o Palmeiras levou quase duas dúzias de profissionais para defender seus jogadores porque via o jogo como de risco e sabia que poderia ter problemas no final.

Os palmeirenses lembram que o time uruguaio tem um histórico de conflitos na Libertadores e temem que esteja havendo uma ação para aliviar a situação do Peñarol e colocar tudo nas costas de Felipe Melo, para mim vítima e não algoz, e dos seguranças do Verdão. Que, aliás, atuaram bem, ainda mais porque o portão por onde os jogadores e a comissão técnica do Palestra poderiam deixar o campo foi fechado pelo menos duas vezes. O que é, no mínimo, lamentável.



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