Timão x Odebrecht



Segue a guerra de bastidores entre Corinthians e Odebrecht, construtora responsável pela construção da arena em Itaquera.

A direção do Timão quer contestar o valor do estádio, que terá que ser pago pelo clube, após as delações premiadas da cúpula da empresa.

Com prováveis irregularidades, pagamentos de propina e superfaturamento de obras em pelo menos outros cinco estádios da Copa-2014, o Corinthians quer saber quanto, de fato, custaria sua arena. E contesta que seja mais do que R$ 1 bilhão, valor passado pela construtora.

Por outro lado a cúpula da empresa já declarou que a arena foi um pedido do ex-presidente Lula e um presente especial ao político e que se transformou em mico para a empreiteira, que teria tido prejuízo na obra. E que o ex-presidente corintiano e deputado federal pelo PT-SP, Andrés Sanchez, participou de todas as fases do negócio.

Ninguém, enfim, quer ficar com a conta e, para piorar, há mais de seis anos o clube tenta ver os naming rights da arena sem sucesso nenhum. E acha que agora as tentativas ficarão mais difíceis porque a Lava Jato estaria manchando o nome e a reputação do estádio com tantas denúncias sobre a forma como foi construído. E viabilizada sua existência.



  • Plínio

    O Corinthians foi irresponsável ao simplesmente se omitir diante dos gastos que foram acrescidos à construção do estádio sob a justificativa de adequá-lo às normas da Fifa para a abertura da Copa do Mundo, com todas as conhecidas maracutaias embutidas neste tipo de justificativa. Primeiro foi aquela disputa de colegiais com o São Paulo, que pretendia uma adequação do Morumbi para que o mesmo viesse a ser o estádio da Copa em São Paulo. Depois, mesmo com as denúncias que já pipocavam na imprensa de superfaturamento nas obras de todos os estádios da Copa, a diretoria corintiana achava que estaria a salvo dessa encrenca enquanto contasse com a salvaguarda do padrinho da construção do estádio junto ao BNDES e a Odebrecht, o ex presidente e corintiano Lula. Ora, claro que sabia que havia encomendado um carro popular e estavam lhe entregando uma Mercedez, que jamais teria condições de pagar. Mas os olhos brilharam e o coração disparou feneticamente diante da reluzente Mercedez colocada à sua porta. Hoje mal tem dinheiro para o pagamento dos juros da dívida com a Mercedez, que no entanto continuará estacionada à sua porta esperando para ser paga, sendo que os principais fiadores do clube nessa aventura estão ocupados demais cuidando de seus próprios pepinos junto à Lava Jato, sendo um deles o que diz respeito à própria Mercedez impagável.

  • raul fernandes de melo

    O MELHOR QUE O CORNORINTHIÂNUS TEM QUE FAZER, É DEVOLVER AQUELA MERDA MEDIANTE UMA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA PARA O ESTADO CONSTRUIR UMA PRISÃO MODELO.

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