Ataques à Chape



Familiares de pelo menos cinco dos jogadores mortos no acidente de avião da Chapecoense em novembro passado resolveram acionar o clube catarinense na Justiça e parentes de pelo menos outros quatro atletas devem fazer o mesmo nos próximos dias.

Consideram a Chapecoense responsável pelas mortes de seus entes queridos ao contratar uma empresa de fundo de quintal para fazer o transporte da delegação para a Colômbia. Acionam também a seguradora e a resseguradora da companhia aérea para receber indenizações.

No caso do clube querem saber ainda como ele chegou à LaMia, empresa que tinha apenas um avião em atividade e, sabe-se lá o porquê, ganhou força no futebol sul-americano, chegando a transportar até a Argentina de Messi.

Reclamam que nas indenizações pagas pelo clube não estão incluídas quantias referentes a direitos de imagem e premiações. E lembram que a Chapecoense se aproveitou da tragédia para, com o espaço ganho na mídia, pedir mais dinheiro em publicidade.

A direção do time catarinense tem se dito abismada com a situação e lembra que sempre esteve à disposição das famílias.

As ações somadas podem superar os R$ 100 milhões, sendo que no caso de Caio Jr., técnico morto no acidente, a pedida à Chape deve ser de R$ 30 milhões e a tendência é que familiares de outros membros da comissão técnica mortos em novembro sigam os passos da família do treinador.

A lua de mel entre as partes pelo jeito acabou e a Chapecoense vai precisar dar explicações, pois, como disse o advogado da família de Caio Jr. à “Folha”, as famílias não vão abrir mão de seus direitos em nome da prosperidade do clube, que teria sido negligente ao não examinar questões básicas para a contratação de um voo.



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